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Por: Carlos Augusto Horta Gomes A história é bastante comum. Dos 18 aos 22 anos, a mulher dá prioridade aos estudos. Até os 30, o importante é se estabelecer profissionalmente. É somente nessa idade que ela começa a pensar em casamento. Aos 35, bate aquela vontade de ter um filho. Só que, a essa altura, engravidar é bem mais complicado do que aos 20 e poucos anos. A partir dos 37 anos, as chances de gravidez natural vão ficando cada vez menores. “Até essa idade, a maioria das mulheres tem ótimas chances de ter filhos”, explica o doutor Joji Ueno, médico especialista em reprodução humana do Hospital das Clínicas e professor da Faculdade de Medicina da USP. “Mas, aos 41 anos, 87% das mulheres já são inférteis”, explica. O que fazer então? Segundo ele, o primeiro passo é procurar um médico especializado em reprodução. “Somente assim é possível fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado”, afirma. Dependendo da causa da infertilidade, o problema pode ser resolvido até com um simples remédio para estimular a ovulação. Fertilização in vitro Soluções mais radicais, como a fertilização in vitro (mais conhecida como bebê de proveta), são necessárias apenas em casos específicos. “É como usar uma bala de canhão para matar uma mosca”, compara o doutor Joji Ueno. A técnica é indicada somente para quem tem problemas nas trompas. “A proveta até funciona em outros casos. Mas existem tratamentos menos traumáticos e mais baratos”. No caso da fertilização in vitro, só os custos com medicamentos podem chegar a oito mil reais por tentativa. O dinheiro gasto em laboratórios e consultórios médicos pode igualar essa cifra – e a chance de sucesso em cada tentativa é de apenas 30%. “Por isso mesmo é necessário um diagnóstico preciso, para não perder tempo e dinheiro à toa”, diz o médico. Normalmente, a indicação é que um casal só procure um médico depois de um ano tentando engravidar. Mas, no caso de mulheres que estão se aproximando dos 40 anos, é recomendável procurar ajuda antes disso. Nessa idade, quanto menos tempo perdido, melhor. Afinal, depois dos 44 anos, a grande maioria das mulheres tem que recorrer à doação de óvulos para engravidar. E os homens? Entre o sexo masculino, o problema mais comum é a baixa qualidade ou quantidade dos espermatozóides. Para eles, a idade não é um empecilho tão grande quanto para as mulheres: homens costumam ser férteis até depois dos 70 anos. Mas o número de espermatozóides diminui com a idade, o que pode tornar a fecundação mais difícil, mas não impossível. Serviço Para saber mais sobre infertilidade, uma boa dica é a palestra que acontece no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, no próximo dia 10 de dezembro, uma quarta-feira, às 19h. O encontro é aberto ao público e tem entrada gratuita. Mas, como as vagas são limitadas, recomenda-se fazer inscrição com antecedência, pelo telefone (11) 3155 0245.
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