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Por: Paula Balsinelli - Colaborou Carlos Augusto Horta Isso não quer dizer que os homens sejam os seres mais erotizados do mundo e as mulheres não. Ocorre que as mulheres não foram “educadas” para consumir esse tipo de material erótico, na verdade elas foram educadas para não pensarem nisso.
A imaginação erótica masculina sonha com a satisfação instantânea, com ejaculações fantásticas e com mulheres sedentas por sexo (leia-se pênis). A mulher também se atrai pelo nu masculino, porém muitas vezes idealiza homens vestidos, o que pede a descoberta, o charme e a construção do clima. A ultrapassada idéia de que “é natural o homem ter aventuras sexuais porque o instinto pede isso” não cola mais. Longe de ser “feminista de carteirinha” a mulher moderna continua admirando os homens, mas sem perder o respeito por si mesma e nem se esquecer de sua própria sexualidade. E lá vem a sociedade Apesar das revoluções e de muitas conquistas, esse modelo se reflete até hoje no nosso comportamento. “O homem parece sentir-se mais autorizado para buscar o erótico, e a mulher parece estar ”autorizando-se” a essa busca, explicou. A autorização que os homens sentem em relação ao sexo pode ser facilmente percebida em qualquer “conversinha de escritório”. É normal a ala masculina exaltar as suas aventurais sexuais, mas se uma mulher abre a boca pra contar alguma coisa ... sem vergonha! Galinha é o animal mais doce que a definirá. Erotismo hoje O que vemos hoje são homens e mulheres buscando novas formas de aprimorar a qualidade de suas vidas afetivas-sexuais. O enfoque adequado não é aquele em que a sexualidade se torna um produto de consumo, mas um meio de vivência entre duas pessoas, de forma a existir o afeto, o prazer, o bem-estar, o respeito e a saúde. Linhas quentes Suaves e românticos? Nem sempre. A organizadora do livro Cyana Leahy acredita que exista um modo mais sensorial de ver o amor físico. Por isso mesmo, houve uma certa dificuldade em editar Todos os Sentidos. “Procurei, nomes de reputação sólida no cenário literário nacional, foram contatadas quase vinte autoras. Algumas aceitaram, entusiasmadas pela idéia, mas em seguida avaliaram bem a associação de seus nomes a uma coletânea erótica, e desistiram”, disse. Quando se fala em literatura erótica escrita por mulheres é impossível não lembrar de nomes clássicos como Anaïs Nin, Hilda Hilst e Florbela Espanca, quer saber mais sobre elas? Então clique aqui Todos os Sentidos- Organizado por Cyana Leahy - CL Edições, 134 páginas, R$ 28 (divulgacao@cledicoes.com)
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