Parlamento discute medidas para restringir o acesso de jovens às intervenções plásticas, de cirurgias a piercings e tatuagens

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A nova onda de intervenções cirúrgico-estéticas em crianças e adolescentes na Alemanha preocupa o governo central, que se vê cada vez mais inclinado a controlar o setor e aplicar claras proibições.

Na última quarta-feira, durante uma audiência no Parlamento alemão, a associação dos médicos pediatras do país deu total apoio ao grupo de parlamentares que quer dar ao governo e às autoridades regionais o poder de veto e regulamentação sobre cirurgias estéticas, como a aplicação de silicone nos seios, por exemplo.

A tendência política que ganha espaço é aquela de proibir tais intervenções em menores de 18 anos. Mesmo tatuagens e piercings seriam vetados, apesar de nada estar detalhado no projeto de lei atual.

Por influência da moda e da mídia, muitos jovens alemães se rendem a procedimentos como aumentar os seios, alongar partes do corpo ou modificar a própria pele. "Na minha opinião, estas coisas deveriam ser proibidas para menores de idade", disse o porta-voz dos pediatras, Uli Fegeler, em Berlim.

É cada vez mais comum que as jovens ganhem de "presente" -- por entrar na maturidade -- uma operação nos seios, ou uma cirurgia para reduzir o estômago e emagrecer mais rápido. Tais procedimentos estão cada vez mais ligados a distúrbios alimentares e psicológicos registrados no país. Dados divulgados hoje no Parlamento de Berlim revelem que, de cada 1 milhão de operações estéticas feitas a cada ano na Alemanha, 10% são realizadas em jovens com menos de 20 anos.

Os números são parcialmente contestados pela sociedade alemã de cirurgiões estéticos, que afirma, através de seu presidente, Guenter Germann, que a maioria das operações em menores de idade diz respeito a correções físicas que provocam stress psicológico, como orelhas de abano ou narizes grandes e salientes. Para a sociedade, uma proibição geral afetaria estes casos necessários.

Segundo a associação geral dos médicos, a responsabilidade maior vem da mania de beleza propagada pelos jornais, revistas e televisão, de onde surge um culto à beleza ao qual não se consegue contrapor nenhum valor distinto. (ANSA)

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