19/06 - 14:29
Alergia a leite
Pediatra explica como adequar a dieta dos filhos quando eles apresentam alergia ou intolerância à proteína do leite
Milene Moreto
Chegou a hora de combinar a dieta dos bebês introduzindo o leite de vaca. Para algumas mães esse é um desafios, já que 5,7% das crianças brasileiras apresentam alergia ou intolerância à proteína do leite, de acordo levantamento feito pela Secretaria de Saúde do Estado.
Essa é uma reação do sistema imunológico ao alimento, que podem provocar diarréia, náuseas e vômitos. Além disso, os pequenos ainda podem apresentar complicações respiratórias e reações na pele. Para Rose Guglielminetti, mãe de Luiza de 5 anos, a descoberta da alergia ocorreu quando ela detectou alterações nas fezes da filha.
“Ficamos atentos a tudo nos primeiros meses dos nossos filhos. Quando percebi que algo não ia bem com a Luiza fui ao médico. Depois de uma série de exames ficou constatado que ela tinha intolerância ao leite. Cortei o alimento e também derivados. A substituição foi feita por um leite de soja, que na época era muito caro. Lembro que cheguei a gastar mais de R$ 400,00 por mês com o novo aliado”, disse.
Depois de adequar a dieta Rose contou que, a cada ano, o problema diminui. “Hoje ela já consegue comer uma lasanha com queijo e não sente nenhum tipo de reação alérgica. Mas como a Luiza se acostumou com produtos derivados de soja, ela prefere que a alimentação seja feita com eles”, afirmou a mãe.
O pediatra Tadeu Fernando Fernandes explica que existem dois tipos de alergias a proteína do leite. A primária é quando a criança nasce com a alergia e ela irá permanecer pelo resto da vida, e a secundária, quando a reação pode ser transitória.
“O que ocorre em muitos casos é que as mães começam a colocar o leite de vaca na alimentação do bebê muito cedo e o organismo dele não está preparado. Daí ocorre a rejeição. É comum a criança vomitar, ter diarréia e muita cólica”, ressaltou o médico.
Outro fator que pode gerar a alergia é a alimentação da mãe. O ideal é que ela tome no máximo dois copos de leite de vaca por dia. Acima disso, apesar de estar apenas amamentando no peito, o bebê pode apresentar a alergia. O sintoma da má alimentação da mãe são as cólicas fortes dos bebês”, disse Fernandes.
Muitos profissionais optam por substituir então o leite de vaca pelo de soja. De acordo com Fernandes, em 60% dos casos, o novo leite também não funciona. A opção então é o leite hidrolisado (onde a proteína é fragmentada e tem menor chance de causar reação alérgica), que é muito caro e vai começar a ser distribuído gratuitamente pelo Estado.
O médico ainda ressalta a diferença entre a alergia ao leite de vaca e a lactose. “São dois assuntos diferentes. A lactose é o açúcar contido no leite e que requer um outro tipo de tratamento. Alergia ao leite de vaca, é relacionado a proteína do alimento. É essencial nesse período que a mãe se alimente bem. Como de tudo, mas em quantidades moderadas. Se ela se exceder, pode prejudicar o bebê”, avalia Fernandes.
› Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG