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29/05 - 17:52

Nas mãos da babá
O que é preciso avaliar para contratar essa profissional com toda a segurança

Shirlei Andrade

Uma vida profissional dinâmica, casa, marido e filhos para cuidar. Hoje, essa é a realidade de muitas mulheres que mesmo após a chegada da maternidade mantêm a dedicação ao trabalho. E é nesse cenário que surge a figura da babá. Ela é uma das opções que atendem a necessidade de ter alguém para cuidar dos filhos. Uma profissional que assume a enorme responsabilidade de participar da formação de uma criança.

Portanto, na hora de contratar uma babá é preciso saber quais as qualificações necessárias para que essa profissional cuide bem do seu filho. Segundo a psicóloga e enfermeira formada pela USP e especialista em pedagogia da saúde Vera de Almeida Krausz, que também é coordenadora do curso de formação de babás da Cruz Vermelha Brasileira, as mães têm de refletir sobre o que esperar dessa profissional, sem confundi-la com uma empregada doméstica: “A babá tem uma importância muito grande, porque ela passa a ser modelo, referência para as crianças. E ela precisa ter todo o cuidado que a mãe tem”, diz.

Por isso, na hora da contratação, é preciso estar atentos a alguns detalhes. “Num primeiro contato, observe a aparência pessoal, a apresentação no que se refere à higiene e cuidados pessoais. Ver se o modo de se vestir é compatível com a função, cabelos presos, unhas limpas, bijuteria discreta, aparência de educador”, orienta a especialista. Outra recomendação é que essa pessoa tenha pelo menos o primeiro grau completo e a formação de um curso de babá.

Outros requisitos
O histórico profissional também deve ser avaliado. Segundo Vera, é importante checar as referências e o tempo de permanência da babá nos empregos anteriores. “A expectativa com relação a essa profissional é de uma pessoa com capacidade de vínculo, porque você contrata uma babá esperando que ela fique até a criança ir para a escola. E o tempo de permanência nesse caso é um indicativo normalmente de um bom profissional”, afirma. Checar as referências, inclusive pessoais, também é fundamental. Vera recomenda inclusive solicitar um atestado de antecedentes criminais. “É uma garantia para a mãe e ela não deve se sentir melindrada em solicitar”. Ela sugere ainda que, antes da contratação, todas as questões relacionadas a folgas e horários sejam conversadas. “Essa negociação prévia deve ser o mais transparente possível para que a mãe saiba se essa babá vai suprir suas necessidades”.

Por último, a intuição também conta nessas horas. Os pais devem sentir se há empatia com a profissional e reparar no comportamento da babá e em sua facilidade de comunicação. No caso de crianças maiores, entre 3 e 4 anos, Vera sugere até que as próprias crianças participem da escolha da babá. “Você pode incluir a criança de alguma forma apresentando-a para essa babá e observando como ela estabelece o contato inicial com a criança. E ouça a opinião do filho, já que é ele que vai ficar com a babá”.

Preocupação de mãe
Tatiane Araújo Bicudo Pereira, mãe de um bebê de quatro meses, preferiu parar de trabalhar a ter que optar entre uma babá ou o berçário. “Acho que é difícil achar um bom profissional, que tenha referências sólidas. Se eu precisasse trabalhar colocaria o Leo numa escola, mas depois de fazer as contas e pesar os prós e os contras vi que valeria muito mais a pena ficar em casa com ele”, conta.

Um dos pontos que pesaram na decisão de Tatiane foi a preocupação com o desenvolvimento do filho. “Será que uma outra pessoa ia estimular ele da forma correta? E vale a pena eu perder cada momento precioso dele? Prefiro cortar certos luxos e ter ele perto o dia inteiro”, resume.

Tatiane, que diz querer voltar ao trabalho, pretende esperar pelo menos até Leonardo fazer um ano e meio. Ter uma babá, para ela, é uma opção descartada. “A questão é achar uma pessoa qualificada. Tenho uma prima que chegou a trocar quatro vezes de babá em pouco tempo”. Para Vera existe espaço e campo para todos os profissionais e no final a decisão é da mãe. “A babá é uma das opções e atende à necessidade de mães com uma vida profissional muito dinâmica, com horários extensos de trabalho que a escola não atende”.

Anote:
Vera de Almeida Krausz é diretora da Integral Desenvolvimento e coordenadora do curso de formação para berçaristas, babás e baby sitter da Cruz Vermelha Brasileira – SESP, filial do estado de São Paulo
e-mail: krauszvera@globo.com 
Em São Paulo: (11) 5056-8689
Os cursos também acontecem no Rio de Janeiro. Mais informações pelo telefone: (21) 3087-5442

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