Voce e seu parceiro adoram viajar, mas agora a familia cresceu. Confira dicas para continuar com o pe na estrada junto com o bebe

Viajar com filhos? E possivel fazer - e se divertir
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Viajar com filhos? E possivel fazer - e se divertir
Andar pelos quatro cantos do mundo é sempre uma tarefa prazerosa. Antes de embarcar, rola aquela ansiedade e a sensação de felicidade em busca do desconhecido. Desvendar as belezas de outras cidades é fascinante, mas quando aparece um bebê na família alguns planos precisam ser mudados. Você não precisa deixar de passear só porque resolveu ser mãe. Pode acreditar: viajar com as crianças também dá muito prazer.


A tiracolo
A empresária e dona de uma rede de lojas de sapatos Regina Ferraz, 36 anos, não passava um feriado sem cair na estrada. Quando o seu filho João, hoje com 4 anos, nasceu, ela achou que a palavra viagem seria riscada da sua vida por um bom tempo. “Entrei em desespero. Não sabia como iria fazer para levá-lo sempre comigo. Eu e meu marido gostávamos de esportes radicais, viagens com muito contato com a natureza”, conta ela.


Imagina carregar um bebê de 8 meses para dar uma voltinha na Serra na Canastra, em Minas Gerais? Eles tiveram que dar o primeiro passo para perceber que crianças em viagem exigem algumas mudanças nos planos. “A gente resolveu levar o nosso filho em uma trilha leve, mata adentro. Que roubada! Quase morri para carregá-lo. E não teve creminho anti pernilongo capaz de evitar que o coitado fosse inteiramente picado!”, lembra a empresária.


Cada macaco no seu galho
É exatamente para evitar essas surpresas que a turismóloga Denise C. Oliveira garante que um bom planejamento da viagem e a inspeção bem detalhada do roteiro são fundamentais. “Viagens que exigem muito esforço físico, como caminhadas, esportes radicais e passeios ecológicos precisam de alguns cuidados na hora de levar as crianças. O ideal é que filhos muito pequenos, que não conseguem embarcar na aventura, fiquem no hotel com guias especializados enquanto a mamãe e o papai se divertem na natureza”, explica ela.


Crianças muito pequenas podem dar certo trabalho, mas tem a praticidade de serem fáceis de transportar. “Na primeira viagem que fizemos com minha pequena, ela tinha uns 6 meses e ainda era bastante portátil. Não engatinhava e ficava feliz, quietinha na cadeirinha. Fomos para Porto Alegre e ela se comportou bem. Só chorou um pouco no vôo de volta”, conta Tatiana Damberg, 29 anos, escritora e autora do site Mixirica (www.mixirica.com.br).


No caso de passeios mais longos, como roteiros internacionais, também dá para carregar o filhote. Basta um pouco de paciência e bastante imaginação quando o destino é demorado ou cansativo. “Quando ela estava com 10 meses passamos um mês todo nos EUA, com direito a andanças mil por NY e viagem de carro de 11 horas de Washington a Boston. Nessa idade, ela já engatinhava muito e não queria mais ficar presa em um lugar. Nas horas em que ela precisava ficar no carrinho ou na cadeirinha tivemos que usar diversos artifícios para distraí-la, como livros, brinquedos brilhantes e biscoitinhos”, conta Tatiana.


E muito cuidado com a alimentação dos bebês. É sempre bom se certificar que o lugar e a cidade dispõem de opções saudáveis e de fácil adaptação para as crianças. Encher o pequeno de chilli numa possível viagem ao México, ou fazê-lo desfrutar de uma moqueca em Salvador, pode ser catastrófico. Nessa hora, vale o bom senso, principalmente se você estiver em outro país. “Sorte que nos EUA há uma gama enorme de biscoitos orgânicos incríveis para bebês”, explica a autora do site.


Fora do script

Alguns acontecimentos imprevisíveis podem aparecer no roteiro e por isso é bom estar sempre preparada. Frios inesperados, chuvas, feriados desconhecidos (e aí você pode não encontrar nem uma simples farmácia aberta) ou um aumento de temperatura infernal podem pegar você de surpresa. Fraldas de sobra, comidinhas na bolsa, remédios para emergências e brinquedinhos para distrair são fundamentais. Na falta de algum desses itens, improvise!


“Um dia em NY precisávamos andar bastante para chegar a um lugar e Alice não queria ficar no carrinho. Estava um frio danado e não dava para carregar ela no colo, já que no carrinho ela ficava mais protegida. Quando passávamos pelo Madison Square Garden, vimos aqueles carrinhos de vendedores ambulantes de comida e não tivemos dúvidas, pegamos para ela um daqueles pretzels enormes e demos para ela se distrair. Ela quase não comeu, mas gostou tanto do pretzel que até pegou no sono com ele na mão”, relembra Tatiana.


Mas não se esqueça que a escolha do destino não pode apenas ser pautada pela existência de um bebê na família. Afinal, você também precisa se divertir e aproveitar a viagem. “Escolha passeios que tenham a sua cara e faça uma adaptação no roteiro para incluir o seu filho. Procure na internet opções de atividades na cidade de destino que deixará não só as crianças contentes, mas você também,” explica a turismóloga.


Útil e agradável
Regina Ferraz descobriu paraísos ecológicos que possuem uma infraestrutura para poder levar o seu filho junto. “A gente consegue praticar nosso trekking e o João fica com os guias, também brincando com a natureza. É importante para ele esse contato com o verde, já que a gente mora em um apartamento no centro de São Paulo. E ele adora”, conta a empresária.


Com Tatiana, também não é diferente. A escolha do destino e do roteiro também tem que agradar todo mundo. “Eu sempre faço viagens com foco gastronômico, que é o que gosto, mas planejo programas que sei que vão agradar a Alice também. Passeio no parque, no museu, restaurantes com jardim. Assim nós duas ficamos felizes”, garante ela.

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