A moda pegou e é realmente prático. Mas use o porta-bebê de pano com cuidado para não prejudicar a sua saúde

Argolas do porta-bebê não podem ter emendas e costuras precisam ser reforçadas
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Argolas do porta-bebê não podem ter emendas e costuras precisam ser reforçadas
Transportar o seu bebê junto ao seu corpo e ainda ter seus braços livres para executar tarefas simples do dia a dia, como carregar sacolas, é uma das promessas do sling, como é conhecido o porta-bebê que têm ganhado modelos, cores e muitos adeptos. O acessório já é encontrado com facilidade em diversas lojas infantis e em sites na internet. Porém, apesar dos médicos não serem contra a utilização desta espécie de “tipoia”, eles alertam para o uso indiscriminado do tecido amarrado ao corpo.

Segundo o ortopedista pediátrico Marcus Vinícius Moreira, se o sling for utilizado da forma correta, existem poucas chances de ocorrer problemas. “Vale ressaltar que é importante a boa acomodação da criança ao tronco da mãe, mas, de forma geral, ele é bastante seguro”, diz.

Sobrecarga na coluna

Quando a criança é grande ou pesada demais pode haver sobrecarga na coluna, especialmente nas regiões dorsal e lombar. O médico ortopedista Vicente Carlos Franco Macedo diz que é sempre bom ficar atento. “Não é recomendável usar os carregadores durante longos períodos, para não sobrecarregar a coluna e o tronco.”

O médico explica que é importante fortalecer a musculatura mantendo um bom condicionamento físico e alongamentos diários para evitar dores lombares e cervicais.

Andréa Vasconcellos, uma das proprietárias da loja virtual www.sampasling.com.br , diz que o acessório é bastante seguro, mas que ela recomenda às mães que querem comprar o porta-bebê para que prestem atenção nas argolas, que não devem ter emendas, e nas costuras, que precisam ser bem feitas.

“Também não se deve usá-lo quando andar de bicicleta, dirigir carro ou usar objetos pontiagudos ou cortantes. É preciso utilizar o bom senso, da mesma forma de quando estamos com um bebê no colo. A criança deve pesar, no máximo, 12 kg”, alerta.

As vantagens

Com o sling, o peso do bebê é distribuído pelas costas da mãe, não ficando concentrado no antebraço. Para saber se a criança está acomodada de forma adequada, quando a mãe dobra a perna em 90 graus, sua perna não deve encostar no bumbum do bebê.

Flavio Murachovsky, ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein, diz que existe uma doença que provoca a luxação congênita do quadril da criança, quando ela nasce, que pode ser corrigida com o uso do porta-bebê.

“Foi observado que este problema era nulo nas populações indígenas que fazem o uso do carregador. A posição com as perninhas abertas faz bem para as crianças, pois favorece a postura correta”. O médico lembra que o sling faz uma distribuição balanceada e fornece um melhor suporte para a mãe e o bebê.

“Por até uma hora, o uso do acessório não faz mal desde que a pessoa não tenha nenhum problema na coluna. No bebê, a chance de ter um problema é praticamente nula”, afirma.

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