Assim como introduziram, pais devem tirar o hábito antes da criança completar dois anos

O interesse pela chupeta diminui com a descoberta de novos atrativos, como brinquedos e passeios
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O interesse pela chupeta diminui com a descoberta de novos atrativos, como brinquedos e passeios
A psicoterapeuta Ivonise Fernandes da Motta, professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), defende o entra e sai da chupeta na vida da criança, conforme a necessidade em cada etapa do desenvolvimento. É um recurso “bem útil e positivo” para o bebê manter a sensação de que continua sendo cuidado quando a mãe se afasta após a mamada. Ele começa a aprender que existem substitutos: se não tem o seio, tem a chupeta. “A chupeta integra a presença e a ausência da mãe”, explica.

O objeto deixa de ser necessário quando mãe e filho se separam naturalmente, com o crescimento do bebê. A criança leva um tempo para entender que ela e a mãe são duas pessoas diferentes. “Algumas crianças precisam mais da chupeta nesse processo, outras, menos. O importante é que ela seja abandonada por volta de um ano, um ano e meio”, salienta.

Segundo a psicóloga, o atraso na retirada pode significar dificuldade dos pais ou da criança. Quando não consegue largar a chupeta, a criança está tendo alguma dificuldade de aceitar frustração ou de se relacionar com o mundo. “Apegar-se muito à chupeta revela uma insegurança: quais recursos de vida a criança tem para dar conta das situações que enfrenta no dia a dia?”, explica.

O interesse pela chupeta diminui com a descoberta de novos atrativos. Assim como introduziram a chupeta, os pais devem oferecer mordedores e brinquedos que podem ir à boca para ensiná-la a substituir. As brincadeiras e passeios aumentam com o passar do tempo e conduzem a criança para uma nova fase. “Os pais precisam aceitar que o filho está crescendo”, ressalta Ivonise.

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