Após três mortes em 2009, dois modelos de carregadores de bebê da marca Infantino estão sendo retirados do mercado norte-americano

Carregador da Infantino recolhido do mercado
Reprodução
Carregador da Infantino recolhido do mercado
Enquanto fazia compras, a norte-americana Lisa Cochran carregava seu filho de sete dias, Derrik Fowler, com a ajuda de uma baby bag da marca Infantino. Depois de um curto passeio, ao colocar seu filho na cadeirinha para bebês dentro do carro, ela percebeu que Derrik não estava mais respirando.

No início do mês de março, a Comissão de Segurança de Bens de Consumo dos Estados Unidos (CPSC) anunciou que o dispositivo poderia apresentar riscos de asfixia ao bebê. Agora, a mesma organização anunciou que dois modelos da marca Infantino, o "Sling Rider” e o “Wendy Bellisimo”, estão sendo retirados do mercado e os pais que já o possuem estão sendo orientados a não utilizarem o produto.

Em entrevista à rede americana de TV CBS, Inez Tenembaum, presidente da CPSC, declarou que uma criança pode ser sufocada em questão de minutos dentro de um carregador. "Você pode ter seu filho dentro do dispositivo junto a você e não perceber que ele se posicionou de uma maneira em que não consiga respirar”, explica Tenembaum. Segundo a organização, já foram registradas 14 mortes relacionadas ao produto, três delas em 2009.

Segundo a CPSC, crianças menores de quatro meses correm um risco ainda maior dentro de um destes produtos. Nesta idade, os músculos do pescoço da criança ainda são fracos e ela não consegue sustentar bem a cabeça. Se o bebê se curva a ponto do queixo alcançar o peito, ele pode restringir as vias respiratórias e deixar de respirar.

Embora a Infantino tenha declarado que está trabalhando junto à CPSC e outras organizações para desenvolver carregadores com padrões de segurança, os consumidores estão sendo aconselhados a deixar de usar o produto e a entrar em contato com a empresa para uma substituição gratuita por outros itens. Enquanto isso, a CPSC está investigando todos os carregadores do mercado e alerta para que o produto não seja utilizado até o bebê completar quatro meses de vida.

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