A chupeta apresenta vantagens, desde que usada com restrições: ela não substitui brinquedos e serve só para a hora de dormir

O ideal é que a chupeta seja associada somente à hora de dormir
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O ideal é que a chupeta seja associada somente à hora de dormir
A neuropediatra Márcia Pradella-Hallinan, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono, explica que a chupeta deve ser encarada como um objeto de transição, quando a criança tem necessidade de se acalmar usando a boca. “A finalidade da chupeta é o nome dela em inglês: pacifier , pacificadora”, afirma.

De acordo com ela, a chupeta deve ser relacionada ao sono, como um ingrediente do ritual de dormir, no qual a mãe agrada, brinca, canta, prepara a criança para adormecer. “A gente não encara a chupeta como uma coisa ruim, mas tem que ter limite, como qualquer coisa para criança”, afirma.

Se por um lado ajuda adormecer, a chupeta tem impacto negativo no sono quando escapa da boca e a criança acorda para procurar. Essa fragmentação do sono pode levar aos sintomas comportamentais e cognitivos do sono insuficiente. “A criança levanta mal-humorada, emburrada, chata, agressiva com os amigos”, explica.

A chupeta relacionada ao sono vai perdendo a função por volta de um ano de idade, até ter o uso descontinuado. Esse é um bom momento para trocá-la por um “amigo do sono”, boneco ou bichinho que a criança agarra para dormir. Com o fim da necessidade oral, a sucção é substituída pela manipulação e os brinquedos para segurar e apertar desempenham o papel que antes era da chupeta.

A chupeta não deve ser confundida com brinquedo. Algumas famílias não compreendem que os bebês precisam de estímulos desde muito cedo e a chupeta acaba ocupando um espaço muito além da sua real função. As cores, tamanhos, formas, sons, texturas e movimentos dos brinquedos estimulam a criança e garantem um entretenimento saudável, que dispensa o uso exagerado da chupeta.

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