Especialistas dão dicas dos principais cuidados que os pais devem tomar com as crianças nesta estação

Para aproveitar o verão com tranquilidade, esteja atenta aos cuidados com as crianças
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Para aproveitar o verão com tranquilidade, esteja atenta aos cuidados com as crianças
Mais sensíveis ao sol, aos alimentos e à mudança de rotina, as crianças necessitam de atenção extra durante o verão. Por isso, o Delas conversou com três especialistas que alertam para os principais problemas que os pais podem ter com os filhos durante as viagens de férias.


Qual é o período ideal para se levar a criança à praia?
“Recomenda-se que a criança pequena, até os 2 anos de idade, vá bem cedo para a praia e volte às 9 horas da manhã. Mais tarde, os pais podem dar um passeio de carrinho, mas não devem expor o filho a um calor intenso. A pele da criança ainda é muito sensível nesta fase”, diz a pediatra Lélia Cardamone Gouvêa, da Unifesp. Já para as crianças entre 3 e 10 anos, o ideal é aproveitar a praia vazia, antes das 10h, e depois deixar a criança com uma roupa mais fresquinha brincado em lugares sombreados.

Quais os efeitos de muita exposição ao sol para as crianças?
“Os principais problemas são as queimaduras”, alerta o dermatologista pediátrico Wellington de Jesus Furlani, da Unifesp. “É muito importante a proteção, com o uso de chapéu e protetor solar, porque a pele de criança queima facilmente”, afirma. O médico ainda comenta sobre as sequelas que a exposição crônica ao sol pode causar para uma criança. “A prevenção de um câncer de pele, resultado do efeito do sol acumulado, deve começar desde cedo. E, quanto mais clara a pele, maior deve ser a proteção”, diz Wellington.

Qual filtro solar é mais indicado para crianças e bebês?
“Até 6 meses, não se recomenda o uso de filtro solar por causa do alto risco de alergia. Até essa idade, orienta-se a proteção com roupa e também evitando a exposição da criança ao sol em horários críticos, como das 10 às 16 horas”, diz o dermatologista.“Depois dos 6 meses, já existem filtros hipoalergênicos. Mas é importante usar o filtro infantil, já que ele tem uma probabilidade menor de causar uma reação alérgica”, completa.

Quais são as dermatites mais comuns do verão?
“Nos bebezinhos, tem a chamada brotoeja, uma inflamação das glândulas bastante comum na estação quente”, diz Wellington. Para prevenir o incômodo, o médico dá a dica: “Deixe a criança na sombra e opte pela roupas leves na hora de vesti-la”. Em crianças um pouco maiores, os problemas mais comuns são alergia decorrentes de picadas de insetos e micoses. “A criança vai para a praia, fica com a pele úmida e, assim, facilita a presença de fungos. Principalmente, nos pés e na virilha”, afirma o dermatologista.

Quais alimentos são os mais recomendáveis?
“Para a refeição principal, um prato com arroz e feijão é sempre bom. Peixe fresco, carne assada e batata também são recomendáveis. Se servir verduras, dê preferência para as cozidas, que não correm o risco de estragar com o calor”, diz Vânia Assaly, endocrinologista e nutróloga, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. E completa: “A boa procedência da água e dos produtos que são mantidos na geladeira são o ponto forte para evitar infecções de intestino, diarréias, vômitos e desidratação.”

E quando estiver na praia?
“Prefira picolés de frutas de marca confiável, com embalagem fechada corretamente, e também o biscoito de polvilho”, recomenda Vânia. Para a nutricionista, também é importante verificar a higiene do local, a faca que abre o coco e o garfo que os vendedores usam para pegar o milho, por exemplo.

Quais alimentos devem ser evitados durante o verão?
“Os gordurosos, com cremes e recheios, como maionese. Sanduíches com salame, mortadela ou salsicha também não são recomendáveis, pois há risco de transmitir salmonela ou bactérias por causa do aquecimento e do modo de armazenamento”, diz Vânia.“O mais importante é manter a criança hidratada. Com água filtrada, água de coco ou suco de fruta feito na hora”, finaliza.

Brincadeira tem hora?
“Criança tem que brincar ao ar livre, mas tem que tomar cuidado com a areia, reparar se não tem um esgoto por perto ou se há sujeira de cachorros”, alerta a pediatra Lélia. “Uma brincadeira que deve ser evitada é a de jogar o outro na piscina. A criança pode escorregar e bater a cabeça”, diz. Outra coisa importante é sempre manter um adulto cuidando da criança na água, mesmo que ela já saiba nadar. “Estes cuidados devem ser explicados para a criança. Explicar não é inibir, é mostrar e fazer com que elas entendam os riscos”, conclui.

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