Veja se realmente vale a pena adquirir babá eletrônica, vaporizador e outros 16 produtos

Manoela já está com enxoval de Bruna, que deve nascer em breve, pronto
Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Manoela já está com enxoval de Bruna, que deve nascer em breve, pronto
A chegada do bebê pode enlouquecer qualquer um que não esteja familiarizado com o pequeno arsenal de acessórios e apetrechos disponíveis atualmente. Alguns produtos não podem faltar, como a babá eletrônica. Mas será que o termômetro de banheira é mesmo importante? Conversamos com quatro mães e elas nos contam o que vale a pena adquirir e o que corre o risco de ficar guardado no fundo do armário.

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Toalha com capuz
Para a administradora de empresas Regina Paula Rocha, de 34 anos, a toalha com capuz foi muito útil e ajudou bastante a aquecer Luisa, de dois anos, após o banho. Já para a empresária Manoela Tambelli Paixão, 35, o principal é que a toalha seja macia. Como o cabelo do bebê costuma ser bem fininho, ele seca bem rápido e o capuz não é lá tão necessário.

Trocador portátil
A consultora de vendas Ingrid Oliveira Gurgel do Amaral, 31, usou o trocador portátil com João Pedro, hoje com quatro anos, apenas nos primeiros meses de vida do filho. No caso da publicitária Ive Godoy, 26, o produto serviu para otimizar espaço no quarto de Miguel, hoje com dez meses. Já que tinha o portátil, a publicitária dispensou o berço já com trocador. Para passear, o melhor acaba sendo um trocador descartável ou uma fralda de pano que não ocupam tanto espaço.

Babá Eletrônica
Considerado um dos produtos mais importantes para as mamães de primeira, segunda ou terceira viagem, a babá eletrônica deixa qualquer um mais tranquilo na hora de deixar o bebê sozinho. “Não vivo sem”, comenta Manoela.

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Mordedor
Para Manoela, grávida de Bruna, o mordedor foi muito útil e provavelmente será outra vez. Para a primeira filha, Beatriz, a empresária o colocava na geladeira de vez em quando, deixando-o mais geladinho para anestesiar um pouco a gengiva da filha quando os dentinhos estavam crescendo. No entanto, pode ser que o pequeno prefira morder os próprios brinquedos de borracha.

Mamadeira
Embora o uso da mamadeira não seja recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, muitas mães precisam voltar ao trabalho ao término da licença-maternidade e o produto torna-se muito útil. Das quatro mães entrevistadas, todas utilizaram ou ainda utilizam a mamadeira.

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Termômetro de banheira
Pode até parecer necessário, mas saiba que seu cotovelo dá conta do recado. Sim, o cotovelo. Manoela não tinha paciência para esperar o termômetro avisar a temperatura da água e acabava colocando o cotovelo dentro da banheira para verificar se não estava quente demais. Com a prática, acaba se tornando muito fácil detectar a temperatura ideal.

Vaporizador
Depende. Enquanto Regina comenta que o vaporizador que comprou para Luisa causou bolor no ambiente, Ive aprova o produto por ajudar Miguel a respirar melhor e a diminuir as secreções na narina durante os dias mais secos. Em muitas noites, apenas um balde cheio de água ao lado do berço já resolve o problema.

Nem todas as mães aceitam dar a chupeta para os filhos
Getty Images
Nem todas as mães aceitam dar a chupeta para os filhos
Chupeta
O uso da chupeta é controverso e irá depender de uma simples escolha da mãe: usar ou não. Regina, por exemplo, nunca deu chupeta para a filha por receio de prejudicar os dentes. Com Ive, a história foi diferente. Ela era contra o uso até o nascimento de Miguel, mas descobriu que o produto poderia ajudá-la a acalmar o bebê nos momentos mais difíceis. “Mas a mãe deve ter bom senso, afinal, a chupeta nunca pode ser usada para ‘calar a boca’ do bebê”, comenta. Hoje, aos dez meses, Miguel usa a chupeta principalmente para dormir e passa boa parte do tempo sem o acessório.

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Creme para assadura
Importantíssimo. Mesmo que o bumbum do pequeno não esteja assado, Ive recomenda o uso do creme para evitar que o problema apareça. A escolha do melhor creme irá depender da preferência da mãe e da pele da criança.

Massageador de gengiva
Brinquedos de borracha, mordedores e até mesmo a chupeta podem substituir o produto tranquilamente, tornando-o desnecessário para acabar com o desconforto do bebê.

Baby sling
O Baby Sling está na moda, mas enquanto algumas mães se adaptarão facilmente, outras encontrarão dificuldade. Manoela, por exemplo, não achou o produto prático e deixou-o de lado. Ive tampouco se adaptou. Já Ingrid se deu muito bem com o “canguru” – espécie de mochila que serve para carregar o bebê junto ao corpo - e não precisou ir atrás de outra opção para levar o filho para passear.

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Móbile musical pode ajudar criança a dormir mais facilmente
Thinkstock/Getty Images
Móbile musical pode ajudar criança a dormir mais facilmente
Móbile
Pode até parecer desnecessário, mas além de enfeitar o quarto do bebê, o móbile serve para distraí-lo e até fazê-lo dormir. Principalmente se for um móbile musical. “Quando minha filha era bem pequena ainda, a música que o móbile tocava deixava-a tranquila e ela pegava no sono com mais facilidade”, comenta Manoela.

Bomba manual de tirar leite e frascos para armazenar leite
O produto não é unanimidade. Para Ive, foi uma ótima ideia tê-lo: ela teve muito leite no início da maternidade e, com a bomba manual, foi possível estocá-lo. Mas Manoela discorda: a bomba manual causava muita dor e foi melhor tirar o leite espremendo o seio com a própria mão. “Assim, eu podia controlar a minha dor”, afirma.

Absorventes e protetores para seios
Os absorventes, higiênicos e práticos, são uma ótima ajuda para a mãe a se manter limpa e evitar constrangimentos. Mas, para Manoela, o protetor para seios foi melhor. “O absorvente deixava o bico do seio muito sensível e aumentava as chances de sangrar”, diz ela. Já o protetor, que é como uma concha de plástico, protegia o bico e não deixava o seio abafado como fazia o absorvente. A concha também ajuda a formar o bico do seio e pode ser uma boa opção para as mães com essa parte do corpo menor.

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Capas para carrinho
Desnecessário. Regina comenta que, quando a filha nasceu, chegou a comprar uma. “Mas nunca usei”, comenta. O ideal é optar por um carrinho que já seja prático de limpar.

Bebê Conforto
Para Manoela, o produto é dinheiro jogado fora. Embora seja um produto atraente, ela comenta que não vale a pena tê-lo. “Acho melhor ter uma cadeirinha de carro que valha para crianças de zero a 18 quilos do que ter um Bebê Conforto que você usará por um ou dois meses.”

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Carrinho para bebê
Na hora de comprá-lo, Manoela e Ingrid indicam que se pense na praticidade do produto. A pergunta principal que deve ser feita é: irá caber no meu porta-malas? Os carrinhos que fecham feito guarda-chuva, embora não sejam tão atraentes, pesam menos e ocupam menos espaço. E, segundo as mães, o bebê ficará confortável de qualquer jeito.

Aspirador nasal
O produto não foi tão útil quanto Regina imaginava. Quando Luisa nasceu, logo chegou o inverno e era preciso arrumar um jeitinho de limpar o nariz da filha: “Só que o nariz era muito pequenininho e era preciso fazer muita pressão para aspirá-lo”. Com isso, ela encontrou no soro fisiológico a melhor saída: com a ajuda de uma pequena seringa, colocava o produto três vezes por dia e limpava o nariz da filha.

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