A Ong Criança Segura lança uma campanha para prevenir os afogamentos, a segunda maior causa de morte externa infantil no Brasil

Nova campanha para prevenir afogamentos infantis
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Nova campanha para prevenir afogamentos infantis
Entre os acidentes, o afogamento representa a segunda principal causa de morte externa (26%) de crianças de 1 a 14 anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (2007) - acidente de trânsito  é a primeira causa (com 40%).

Com base nesses dados, a Ong Criança Segura lança uma nova campanha para prevenir o afogamento. De modo ilustrativo, o internauta clica nos objetos das cenas e descobre como pode evitar acidentes domésticos com água e não expor a criança a riscos desnecessários em praias, lagos, rios e represas.

Para acessar o infográfico, entre no site da Ong Criança Segura

Como proteger a criança de um afogamento

Um adulto deve supervisionar de forma ativa e constante as crianças e adolescentes, onde houver água, mesmo que saibam nadar ou os lugares sejam considerados rasos.

Esvaziar baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guardá-los sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças.

Conservar a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrado com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou a porta do banheiro trancada.

Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”:

Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos.

Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água.

Evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e aos reservatórios de água.

Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número da central de emergência;

Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água;

Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar ou virar a qualquer momento e ser levado pela correnteza. O ideal é usar sempre um colete salva-vidas quando próximos a rios, mares, lagos e piscinas.

Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também.

Muitos casos de afogamentos aconteceram com pessoas que achavam que sabiam nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes.

Sempre usar colete salva-vidas quando estiver em embarcações em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos;

No mar: a vala é o local de maior correnteza, que aparenta uma falsa calmaria que leva para o alto mar. Se entrar em uma vala, nade transversalmente à ela até conseguir escapar ou peça imediatamente socorro.

O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de criança aprendam técnicas de Reanimação Cardiopulmonar (RCP).

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