Relatório anual da ONG Save The Children identifica os melhores e os piores lugares para se ter um filho no mundo

Já pensou em qual seria o país mais indicado do mundo para ser mãe? E o pior? De acordo com o relatório anual da ONG Save The Children , que identifica os melhores e os piores lugares para a maternidade, a Noruega está em primeiro lugar , seguida da Austrália . O Afeganistão está em último e o Brasil ocupa a 58º posição na lista geral dos 160 países - e a 15º na lista dos países menos desenvolvidos.

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Arte iG

Baseado nos indicadores de saúde e bem-estar das mães e das crianças, entre os dez primeiros países da lista ficaram também Islândia, Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Holanda, Bélgica e Alemanha - terceiro a décimo lugares, sucessivamente. Os Estados Unidos se posicionaram em 28º, abaixo da Grécia, Portugal, e praticamente todos os países da Europa Ocidental.

Segundo o site do jornal norte-americano The New York Times, embora os Estados Unidos sejam tecnologicamente avançados na medicina, os autores do relatório afirmaram que o baixo posicionamento do país se deve ao maior número de mortes entre jovens durante ou após o parto em comparação à maioria dos países ricos. Além disso, as mães norte-americanas também recebem menos benefícios do que as mães das nações em posições superiores.

Já entre as nações que ocupam os dez últimos lugares do relatório, a maioria está localizada na região da África Subsaariana, países como Níger, Chade, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, Mali, Sudão, Eritréia e Guiné Equatorial. Entre eles também está o Iêmen, país da Península da Arábia, que ficou em 156º lugar.

A Save the Children afirmou que menos de 15% dos nascimentos no Afeganistão e em Chade ocorrem com a ajuda de profissionais qualificados e que uma mulher a cada sete morre durante a gravidez ou o parto em Níger. Por outro lado, na Grécia e na Itália o risco de morte na maternidade é de um em 25.000.

O formulário da ONG demonstra que o acesso à educação, à saúde e maiores oportunidades econômicas dá a mães e filhos maiores chances de sobrevivência. Segundo a organização, as mulheres do Afeganistão, de Chade, da Eritréia e da Guiné-Bissau recebem menos de cinco anos de educação formal, enquanto na Austrália e na Nova Zelândia, a maioria das mulheres estuda por mais de 20 anos.

Os autores ainda afirmaram ao The New York Times que, nos países mais pobres, o comportamento de maridos e mulheres de gerações mais antigas também pode colaborar para o índice de morte. Nas nações posicionadas entre as dez últimas posições do relatório, há maridos que proíbem suas mulheres de serem examinadas por médicos do sexo masculino e até mesmo mulheres de gerações anteriores que dão conselhos tradicionais – e perigosos – às jovens mães.

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