Diferença está na interpretação das posições astrais, voltada para tendências da personalidade infantil e possíveis desafios do desenvolvimento

Viviane Mansi brinca com o filho Gabriel: maturidade precoce apontada pelo mapa astral
Alexandre Carvalho/ Fotoarena
Viviane Mansi brinca com o filho Gabriel: maturidade precoce apontada pelo mapa astral
Astrólogos também estão na lista de profissionais procurados por pais em busca de entender melhor seus filhos. O mapa astral do bebê – feito a partir do dia, hora e local do nascimento – identifica as tendências e características da criança a serem desenvolvidas – ou suavizadas – ao longo do seu crescimento.

Segundo Tatiana Magalhães, astróloga da Astral Kids, do Rio de Janeiro, o mapa astral funciona como um retrato do céu no momento do nascimento. A partir deste instrumento, observa-se como será a influência dos astros e planetas na vida da criança. “A diferença entre o mapa astral infantil e o do adulto é somente a abordagem. A técnica é a mesma. Direcionamos o estudo para os primeiros anos de vida, além de analisar a personalidade da criança por meio das combinações dos astros presentes no momento do nascimento”, explica.

Como funciona?

Os pais podem potencializar as qualidades e administrar as prováveis dificuldades de desenvolvimento do filho de acordo com as previsões do mapa astral. De acordo com a astróloga Titi Vidal, de São Paulo, a análise de um mapa astral infantil acontece em cima de pontos diferentes e específicos, como amamentação, fala e aprendizagem. “Conseguimos ter visão detalhada do perfil da criança e orientar bem os pais para as questões de comportamento, saúde, esportes, criatividade e também a percepção que o bebê tem do mundo”, explica ela.

Para a Relações Públicas Viviane Mansi, de São Paulo, o mapa astral do filho Guilherme, de 1 ano e 5 meses, serviu para identificar a maturidade precoce da criança. Esta característica poderia levar a futuras cobranças exageradas e desnecessárias dos pais. “Segundo o mapa, ele tende a ser muito maduro desde cedo, provocando uma alta cobrança na fase adulta. Por isso, a recomendação foi que nós, os pais, incluíssemos em sua rotina muitas brincadeiras, prazeres e diversão", explica. “Foi uma oportunidade de enxergar que não podemos deixar a interação com ele de lado, nem mesmo quando estamos cansados”.

Tendências, no entanto, devem ser tomadas como tal. A astrologia pode indicá-las, mas não define o curso de uma vida. A astróloga Mônica Horta, colunista do Delas , alerta: o mapa astral não pode servir como uma etiqueta para rotular a criança. É necessário atenção a outros fatores do cotidiano capazes de interferir na construção da personalidade. “Pessoas são únicas e têm suas individualidades. Portanto, os pais devem levar em conta a interferência do ambiente e cultura em que a criança vive. Isso também é determinante na formação da personalidade”, diz.

Para uma interpretação mais completa de como será a relação do filho com a família, os pais devem fazer a sinastria astral com a criança. “Este trabalho é o estudo comparativo dos mapas de todos os integrantes da família e como cada um reage entre si, tornando a análise mais exata”, explica Mônica.

Na prática

A paixão e o grande interesse por astrologia da administradora Claudia Noguerol Veiga, do Rio de Janeiro, resultaram em um mapa astral para a filha Bruna assim que ela nasceu. “Programei a minha gestação para ter um filho de Escorpião e deu certo. Junto com isso ele veio com ascendente em Gêmeos, o meu signo. Como eu já conhecia as características de ambos os signos, resolvi buscar ajuda astral”, explica a mãe.

A astróloga sinalizou, no mapa de Bruna, o elemento terra enfraquecido – o que faz com que a criança se disperse e tenha dificuldade em manter a atenção. Logo, os pais iniciaram um trabalho para fortalecer este ponto. Uma das sugestões foi o maior contato com a natureza. “Compramos plantinhas e mostramos a evolução da vida, as folhas nascendo, crescendo e caindo. Ela percebeu que cada coisa tem seu ritmo e tempo”, explica.

A designer Priscilla Saboia, do Rio de Janeiro, também fez o mapa do filho Phill, de 4 meses. A interpretação sugeriu observar a segurança e independência emocional do bebê. “Logo de início, colocamos Phill para ouvir música e dormir sozinho no berço sem ser ninado. A intenção sempre é deixá-lo mais confiante e independente”, conta a mãe.

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