Filhos adotivos de casais do mesmo sexo se desenvolvem tão bem quanto aqueles adotados por casais heterossexuais

Um estudo recente concluiu que crianças adotadas por casais de gays ou lésbicas se desenvolvem tão bem quanto aquelas que são adotadas por casais heterossexuais. Pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, observaram 106 crianças de idade pré-escolar, todas adotadas, que vivem em diferentes partes dos Estados Unidos, e descobriram que todas estavam se desenvolvendo bem, independentemente de seus pais serem gays, lésbicas ou heterossexuais.

Além disso, o estudo mostrou que o desenvolvimento destas crianças está ligado ao quanto seus pais são receptivos e afetuosos no tratamento com elas, e não à orientação sexual dos pais.

Todas as crianças do estudo foram adotadas ao nascer, de acordo com o relatório do estudo, publicado na edição de agosto do jornal “Applied Development Science”. “Descobrimos que as crianças adotadas por casais de gays ou de lésbicas estão progredindo”, declarou Charlotte J. Patterson, coordenadora do estudo e professora de psicologia na Universidade, a um informativo da instituição.

Família se prepara para entrevista após legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Iowa, nos Estados Unidos
Getty Images/Scott Olson
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“Nossos resultados determinam que não há justificativas para negar a casais de gays ou lésbicas a possibilidade de adotar um filho. Com milhares de crianças precisando de lares permanentes só nos Estados Unidos, nossas descobertas sugerem que contar com potenciais pais adotivos do mesmo sexo só tem a beneficiar as crianças que estão à espera”, ela acrescentou.

Adoção de crianças por casais do mesmo sexo é um tema controverso nos Estados Unidos. Alguns estados proíbem a adoção por casais gays (Florida, Mississippi e Utah). Nos últimos anos, vários outros estados têm debatido propostas para proibir este tipo de adoção.

No Brasil, as leis não prevêem a adoção de crianças por um casal do mesmo sexo – até porque o casamento gay não é reconhecido. Os casais de mesmo sexo adotam como solteiros e encontram caminhos judiciais para estender os direitos e responsabilidades da paternidade ao outro.

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