Conheça a experiência de pais que enfrentam com muita disposição a tarefa de acompanhar o crescimento dos filhos

Pai e filho: relação próxima se faz no dia a dia
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Pai e filho: relação próxima se faz no dia a dia
Em cada fase, uma preocupação e novas descobertas. Assim como as mães, os pais também enfrentam medos e se surpreendem diariamente com a experiência única de acompanhar o desenvolvimento dos filhos. “Ele cresceu tão rápido. E cada dia tem uma coisa diferente, uma lembrança para guardar”, diz o bancário Marcello di Ciomo Gonzáles, pai de Daniel, de três anos.

O engenheiro José Paulo Guimarães de Oliveira, pai de quatro filhos, também se surpreende com a velocidade de aprendizado da sua tropa. “Todo dia tem novidade. E o mais interessante é que você educa todos da mesma forma e mesmo assim, eles têm personalidades diferentes”, diz.

Bastante orgulhoso ao falar da sua prole, José Paulo sabe em poucas palavras descrever a personalidade de cada um. “A mais velha, de 12 anos é um general. Tem uma personalidade autoritária. O menino de 8 é muito irreverente, brincalhão. O Pedro, caçula, de 4 anos, é muito inteligente. E a Lígia, de 9, é a mãe dela em miniatura. Está sempre preocupada com os outros e é a que mais ajuda em casa”.

Ser um pai presente
Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Olga Tessari, não importa a idade dos filhos, o pai precisa interagir e desde o início ser participativo. “Quando você resolve ter um filho, você é responsável. E mesmo que esteja cansado, estressado, tem a obrigação de dar educação”, diz a psicóloga.

Obrigação que Marcello, pai de Daniel, cumpre com prazer desde que o filho nasceu. “Sempre procuro brincar. Levo o Daniel na escola de manhã e quando eu chego à noite brincamos até a hora dele dormir, lá pelas dez e meia”. Marcello também conta que a experiência de ser pai mudou os seus hábitos e a forma de pensar. “Muda a responsabilidade, a importância que damos para as coisas. Hoje, ele é a agenda. Quando você não tem filho é diferente. Não tem horário para comer, para voltar para casa”.

Com quatro filhos para criar, José Paulo também sabe o quanto é necessário ser um pai dedicado para atender a necessidade dos filhos. “Quem tem muito filho tem que aprender a dividir. E a gente deixa de ser prioridade. É uma luta constante a questão financeira, porque você tem que prover escola, uniforme, passeios, festas. Aqui em casa, a cada dois meses em média tem uma festa”, diz.

A psicóloga Olga Tessari só adverte que é preciso ter cuidado para que os pais não se tornem escravos dos filhos. “Os pais não podem ser dominados pela criança. Se fizerem tudo do jeito que ele quer na hora que ele quer, a criança cresce egoísta e continua achando que o mundo gira em torno dela”, pondera.

A cada dia um aprendizado
A primeira palavra, o primeiro sorriso, a primeira vez que o filho escreveu. Cada pai tem guardado na memória, muitos momentos inesquecíveis de seus filhos. E segundo a psicóloga Olga, essas descobertas permitem inclusive, a reflexão e o aprendizado dos próprios pais. “Eles vão reaprendendo, repensando a relação que tiveram com os seus pais e acabam enxergando muitas coisas que os pais faziam de outra forma”, diz.

É por tudo isso que Marcello e José Paulo não trocam a vida de casados e com filhos pela vida de solteiros. “Eu sou uma pessoa muito mais feliz casado e com filhos”, confirma José Paulo. “A diferença na casa, a alegria que uma criança traz para a família é indescritível”, completa Marcello.

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