“Mesmo em último caso, a palmada não é válida”, diz terapeuta familiar

Carlos Zuma defende o debate em torno da “Lei da Palmada” e analisa o momento de transição dos modelos de educação dos filhos

Renata Losso, especial para iG São Paulo | 27/10/2011 08:41

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Foto: Getty Images Ampliar

Limites: castigo e conversa são o caminho para educar e violência não é válida "nem em último caso"

Com a criação do Projeto de Lei 7672, que proíbe os pais de castigarem fisicamente os filhos, abriu-se uma discussão que parece ser interminável na sociedade: afinal, é tão maléfico assim dar umas palmadas ou beliscões nos filhos? Na semana passada, a terapeuta infantil Denise Dias, autora do livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em temos politicamente corretos” (Editora Matrix), concedeu uma entrevista ao Delas defendendo o uso do que se costumou chamar de “palmada pedagógica”. Mas para o psicólogo e terapeuta familiar Carlos Zuma, esse está longe de ser o melhor caminho.


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Carlos é secretário executivo do Instituto Noos, organização sem fins lucrativos que visa promover a saúde dos relacionamentos familiares e comunitários, e membro da Secretaria Executiva da Rede “Não Bata, Eduque”. Segundo ele, a violência contra as crianças – por mais que seja um puxão de orelha de leve – não possui nenhuma utilidade benéfica. Pelo contrário: pode deixá-la traumatizada ou ensiná-la que é assim que se faz. “Muitas pessoas estão no automático, repetindo modelos que eles mesmos condenavam”, diz. Confira entrevista com ele.

iG: O que você acha do Projeto de Lei que proíbe castigos físicos, como beliscões e palmadas, para “corrigir” os filhos?
Carlos Zuma:
Eu apoio a lei. Mas acho que o melhor ângulo de vê-la não é pela proibição do castigo em si. Prefiro defini-la como uma lei que garante o direito das crianças de serem educadas sem o uso de castigos corporais e tratamentos degradantes. Pelo direito que têm de serem educadas sem apanhar, sem serem humilhadas. Esse é o ângulo pelo qual prefiro vê-la. Uma lei é importante para dar parâmetros de comportamento e para os juízes poderem julgar os casos com base em uma legislação clara. Se isso não acontece, só lhes restam interpretações subjetivas e questões sobre qual o limite entre o mau trato e a boa educação. A lei é importante, portanto, para que não haja subjetividade.

iG: Você acredita que a lei pode ser mesmo efetiva?
Carlos Zuma:
Não acredito que uma lei sozinha irá mudar comportamentos já arraigados em nossa cultura. Eu acredito que pode mudar, mas a lei sozinha não funciona: todo o debate em torno dela é que pode trazer a mudança cultural que precisamos. E temos evidências de mudanças já acontecendo. Nossos avós viveram a infância em uma época que era normal as crianças ajoelharem no milho e os professores usarem palmatória como método de educação e disciplina, mas já podemos ver como há uma posição contrária dos pais a isso hoje em dia. Temos, portanto, que ver o castigo físico da mesma forma. O grande problema mesmo é confundir a educação com esse castigo físico, o bater. Quando fazemos alguma campanha sobre o assunto, é impressionante o número de pessoas que questionam como vão educar se não podem bater nos filhos. Tem gente que acha que é uma coisa é sinônima da outra, mas não é.

Leia também: educar sem bater é possível

iG: Ainda em relação à própria lei, haverá alguma maneira de distinguir uma “palmada educativa” de uma real agressão à criança? Você acha que é possível fiscalizar esse tipo de situação?
Carlos Zuma:
Justamente porque é muito difícil distinguir uma coisa da outra, o melhor mesmo é determinar que não é necessário bater para educar. E, de fato, não é necessário. Existem gerações e gerações de pessoas que foram educadas sem nunca terem tomado um tapa, e isso não as tornou psicopatas. Claro que a maioria dos pais tem a melhor das intenções quando dão palmadas em seus filhos. Vemos que os pais querem educá-los para não se tornarem um bandido, um marginal, então dizem que preferem bater do que ver a criança apanhar da polícia ou da vida no futuro. A intenção dos pais é a melhor possível, mas as consequências, para as crianças, são sentidas para o resto da vida. E não é só o tapa que faz isso: é a humilhação também.

iG: Como você mesmo cita, alguns pais acreditam que é melhor dar palmada nos filhos para discipliná-los antes que “apanhem” da vida ou até mesmo, literalmente, da polícia. Uma criança que não é disciplinada a palmadas terá menor capacidade de lidar com as adversidades da vida, no futuro?
Carlos Zuma:
Uma criança que não foi educada e disciplinada terá maiores chances, sim, de apanhar da vida. Não tenho a menor dúvida disso. Mas a melhor forma de educar e disciplinar não é batendo na criança. Eu não tenho a menor dúvida: crianças que não foram educadas pelos pais sofrem muito mais e levam muito mais tempo para se adaptar à realidade. Mas eu falo em educar sem o uso do castigo corporal. As pessoas não devem confundir uma coisa com a outra.

Foto: Arquivo pessoal Ampliar

Carlos Zuma: educar não significa bater

iG: Como os pais devem impor limites e exercer autoridade sem usar castigos físicos? Você acha que o “tapa na bunda” é necessário em alguns casos – como o de crianças bem mal-educadas?
Carlos Zuma:
Eu discordo que, em último caso, a palmada seja válida. Ao bater em seu filho, você pode conseguir que ele aja da maneira correta, mas se aquilo está educando-o ou estragando-o é questionável. Quando você bate, está dizendo: “olha, quando alguém te contraria, quando alguém faz alguma coisa que você não quer, é legítimo bater”. E então surge um aprendizado da violência como resolução de conflitos. Mas a violência é uma forma ruim de resolução de conflitos. Quando a proposta da Lei Maria da Penha surgiu, a mesma discussão veio à tona. Pouquíssimas pessoas discordam da necessidade de existir uma lei que proíba o marido de bater em sua esposa. O direito de uma pessoa não acaba porque ela está dentro de casa, seja esta pessoa um adulto ou uma criança.

Leia também: seu filho não obedece? 9 dicas para mudar isto

iG: Se palmada e puxão de orelha não são válidos como últimas atitudes dos pais para a criança obedecê-los, o que eles podem fazer?
Carlos Zuma:
Não é para usar palmada nem tratamento cruel degradante, mas o castigo é válido, desde que esteja adequado à idade da criança e proporcional ao tipo de comportamento que ela teve. Você pode privar a criança de assistir televisão durante uma tarde porque ela fez uma coisa errada, por exemplo. A criança precisa saber que seus atos têm consequências. Com castigo e explicação, ela pode começar a entender que isso ou aquilo é errado.

iG: Muitos pais se perguntam por que não deveriam bater em seus filhos, se eles mesmos apanharam durante a infância e cresceram sem traumas. Você acha que esse argumento é válido?
Carlos Zuma:
É muito complicado definir o que quer dizer “sem traumas”. Eu duvido que essas pessoas optariam por ser corrigidas como foram – apanhando – se pudessem ter escolhido. Também não é porque eu me vejo sem nenhum trauma hoje que as mesmas atitudes funcionarão para o meu filho. O momento é outro. Uma criança do passado pode ter absorvido melhor o que sofreu de castigo físico em uma época em que ajoelhar no milho era aceitável. Hoje isso não acontece.

iG: Há também o argumento de que violência é ver crianças nas ruas, passando fome e fora da escola, e dar uma palmada ou castigar os filhos não é violência.
Carlos Zuma:
A violência hoje em dia nos cozinha em fogo brando e nos acostumamos com ela. Sim, há uma violência contextual atualmente, o Estado não provê todas as necessidades básicas a muitas pessoas. Mas por isso vamos dizer que o tapa em uma criança não é violência? Isso não é argumento. Não é pela existência de uma violência contextual que irei minimizar essa outra violência, que é bater nos filhos. É violência da mesma forma e é errada. Precisamos garantir os direitos de todas as crianças e adolescentes, mas nem por isso irei permitir a violência dentro de casa com agressão física ou humilhante.

Foto: Getty Images Ampliar

Mostrar à criança que seus atos têm consequências é a recomendação dos especialistas

iG: O que falta aos pais que tentam educar os filhos na base da palmada?
Carlos Zuma:
Estamos em um momento de transição dos modelos de educação, modelos que deram certo em alguns aspectos e errado em outros. O problema é que muitas vezes, ao tentar corrigi-lo, vamos para o outro extremo: do autoritarismo para uma política do “tudo pode”. Os pais estão com pouco tempo para educar os filhos, se sentem muito culpados e não querem se ocupar em dar limites. Mas acredito ser uma transição pela qual estamos passando. Iremos encontrar formas claras de educar as crianças sem precisar bater nelas. Precisamos, para isso, refletir. O que fazemos com o nosso tempo? Temos condições ou não de proporcionar uma boa educação para as crianças que colocamos no mundo? Qual a qualidade do relacionamento que irei manter com meus filhos? É preciso ter essa reflexão, mais do que defender o direito de bater em uma pessoa.

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"As crianças estão precisando de tapa na bunda", diz terapeuta

>>> Outras matérias sobre educação dos filhos

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429 Comentários |

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  • Nelson de Oliveira | 01/11/2011 18:53

    Os jovens estão aí junto com os resultados dessa moderna psicogenética que condena palmadas. Pergunto, e os resultados que estamos vendo SÃO BONS???

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  • Wanderson Pereira dos Santos | 29/10/2011 09:46

    MINHA OPINIÃO SOBRE A PROIBIÇÃO DE BATER NOS FILHOS - \nLi em algum lugar que " a nova ordem mundial proposta pelos Iluminatti "é que seja reduzida a população mundial para haver menor desigualdade social e nada de pobreza e que os seres humanos que aqui ficarem, vivam em harmonia consigo, com o outro e com a natureza. Tem gente que acha que esses terremotos e epidemias sejam "intencionalmente provocados" para o "extermínio natural" do excesso populacional (um tanto fantasioso isso). Também tem gente que vê no casamento gay uma tentativa de controle de natalidade (a meu ver, isso até que faz sentido), mas e não poder bater no filho? Teria alguma "teoria da conspiração" por trás disso? Alguns profissionais especializados no assunto educação e psicologia defendem que a violência que esse ato legitima e o trauma que ele produz no indivíduo é que criam, via família, os distúrbios sociais que atualmente vivemos. Realmente, em termos de educação, a sociedade brasileira veio caminhando entre os extremos, saímos do "não pode nada" para o "tudo pode" e agora estamos tentando o equilíbrio. É bem verdade que se eu, quando criança pudesse escolher, teria preferido o diálogo a tomar uma surra e também é verdade que isso me condicionou e criou alguns traumas e que eu tenho lutado muito na tentativa de dissolvê-los para poder ser um adulto pleno (tenho receio de passar o resto da vida tentando e morrer sem ter podido viver de verdade). Mas como a situação da nossa sociedade em termos de violência e permissividade é muito acentuada, é compreensível que muitos pais questionem como fazer então! Veja o caso de pais que chegam a acorrentar os filhos por não saberem mais o que fazer para evitar a morte deles devido a drogas, crimes e etc. O pai ou mãe vai preso, o filho é solto e morre assassinado, ou de overdose ou acaba preso por algum delito também. A solução apresentada pelos estudiosos do suunto, o diálogo; realmente é a melhor opção, mas como fazer se determinadas família sequer jantam juntos ou almoçam nos fins de semana? Mal têm tempo de dizer "a mamãe (ou papai) te ama fica com Deus". Quando se trata de uma família com algum recurso, acesso o "face-orkut" e deixo recado ou mando mensagem via celular quando não der tempo de ligar, mas e o povão? Deixar recado pendurado na porta da geladeira, na tampa do fogão ou na entrada do banheiro? Para se conquistar a afetividade toda a iniciativa é válida e uma vez conquistada a confiança e a afetividade, à medida que ela se fortalece o diálogo surte melhor efeito, dispensando realmente a violência e a humilhação. Mas como fazer, se o meu trabalho e estudo me sugam além das minhas forças? Deve-se unir realmente as forças. Não adianta jogar a batata quente não mão das famílias e dizer: " o problema é seu, ninguém mandou casar e ter filhos". Enquanto empresário, se eu me comprometer com a sociedade, posso reorganizar os horário das equipes de trabalho, posso contratar mais pessoal se for o caso. Mas a folha de pagamento é onerosa, e então? Que tal alguns estagiários. Mesmo porque, pode-se estender o expediente para o horário noturno e redistribuir as tarefas para que todos tenham mais tempo de ser seres humanos e não mais "androides" como somos atualmente. Mas e o Governo? Ótima pergunta. Jornada de trabalho de 30hs semanais, como algumas pouquíssimas categorias têm, é uma boa alternativa. Trabalha-se 5hs por 6 dias e sobra tempo para o exercício físico, o estudo (graduação, especialização, curso livre e etc.), a família, o pagamento das contas, a visita ao médico ( sem que eu precise apresentar os "mal vistos" atestados), visita aos parentes, o lazer e o descanso (as sagradas horas de sono). Mas trabalhando como burros de carga, em escalas insalubres, sem ter tempo nem para poder cumprir com as obrigações tributárias, perdendo tempo no metrô e ônibus lotado e o trânsito engarrafado porque todo mundo trabalha no mesmo horário (porque eu tenho que estar em casa às 20hs pra ver a novela e o JN) assim fica difícil, o indivíduo se estressa, tem que apresentar atestado, sua produção cai, o lucro da empresa também, a família de degrada devido a falta de presença, afetividade e confiança e o Brasil segue.... "quase imune à crise" e ainda por cima não se pode bater nas crianças..... Então? Dá pra consertar? Ou é mais um problema social que a família tem que resolver sozinha porque o problema não é meu......?

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  • mailson | 29/10/2011 09:05

    POIS É MUITOS DESSES PSICÓLOGOS RIQUINHOS DEFEDEM PARA NÃO DAR UMAS PALMADAS NOS FIHOS,EU SOU CAÇULA DE CINCO IRMÃOS MINHA MÃE SEMPRE DEU UMAS PALMADAS EM NOS,CERTAMENTE SERVIU POIS SOMOS TODOS ADULTOS OBEDIENTES COM ELA ATÉ HOJE, E NOIS AMAMOS ELA.SE OS PAIS DEIXA O FILHO FAZER TUDO O QUE QUER ACABA VIRANDO BANDIDO IGUAL A RIQUINHA DA SUZANA RICHTHOFEN QUE MANDOU O CANHALHA DO NAMORADO MAIS UM AMIGO MATAR OS PAIS A PAULADAS.

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  • Renato Franco da Silva | 29/10/2011 08:34

    Bom dia, Sr. terapeuta. Desculpe, não tenho a formação que o Vs.a tem, por isso sou obrigado ä comentar em senso comum. Discordo plenamente de vossa teoria (pra mim é uma teoria). Na prática, todos os amigos que tenho, que hoje são felizes, tem uma vida estável e feliz, levaram boas palmadas de seus pais, inclusive eu, que aos 26 anos tenho uma vida regrada, alicerçada e muito bem sucedida, graças a Deus e äs palmadas de meus pais. Vossa Senhoria deveria ler mais a Bíblia, correção dos filhos com vara é recomendação divina. Fica aqui minha moção de repúdio contra o referido "projeto".

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  • Renato Franco da Silva | 29/10/2011 08:34

    Bom dia, Sr. terapeuta. Desculpe, não tenho a formação que o Vs.a tem, por isso sou obrigado ä comentar em senso comum. Discordo plenamente de vossa teoria (pra mim é uma teoria). Na prática, todos os amigos que tenho, que hoje são felizes, tem uma vida estável e feliz, levaram boas palmadas de seus pais, inclusive eu, que aos 26 anos tenho uma vida regrada, alicerçada e muito bem sucedida, graças a Deus e äs palmadas de meus pais. Vossa Senhoria deveria ler mais a Bíblia, correção dos filhos com vara é recomendação divina. Fica aqui minha moção de repúdio contra o referido "projeto".

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  • Marcio | 29/10/2011 08:16

    Esse terapeutas falam um monte de bobagem pseudo-cientificas, pois falam no que acham sem embasamento em estudos ou trabalhos científicos sérios.\n Na semana passada uma terapeuta lançou um livro falando que se deve dar palmada, na outra semana este psicólogo fala exatamente o inverso. Portanto a opinião de nenhum dos dois vale absolutamente nada, pois é só achismo.\nOs filhos devem ser criados com muito amor e para a complexidade do espirito humano não há receita de bolo pronta, algumas crianças vão precisar palmadas, mas a maioria podem não precisar, o que não pode e este estado brasileiro incompetente em absolutamente tudo que cuida e administra querer impor que pode ou não pode dar palmadas em nossos filhos !!\n

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  • marcos | 29/10/2011 07:25

    Po da qui a pouco vão dizer para não prender bandidos basta apenas ter uma conversinha com eles e dizer que não é certo roubar.... Se com criança funciona prq não vai funcionar com adultos.....

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  • nelson | 29/10/2011 07:03

    criei 2 filhos,na hora dos erros eu usava palmadas que eles pudessem sentir,puxava as orelhas e usava os cintos.hoje são pessoas adoravei e me agradecem muito,e todas as pessoas adoram eles .amo meus filhos.e eles me amam muito.depois q apareceram terapeutas e direitos humanos nós temos q ficar trancados dentro de uma casa q mais parece uma cadeia e os bandidos tem todo direito dee ficarem livres nas nossas ruas e c/ adefesa da justiça.\n

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  • nelson | 29/10/2011 07:03

    criei 2 filhos,na hora dos erros eu usava palmadas que eles pudessem sentir,puxava as orelhas e usava os cintos.hoje são pessoas adoravei e me agradecem muito,e todas as pessoas adoram eles .amo meus filhos.e eles me amam muito.depois q apareceram terapeutas e direitos humanos nós temos q ficar trancados dentro de uma casa q mais parece uma cadeia e os bandidos tem todo direito dee ficarem livres nas nossas ruas e c/ adefesa da justiça.\n

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  • Carlos Frank | 29/10/2011 06:54

    Esse especialista está precisando é de umas boas palmadas,né?

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