Debora e o filho Léo, de cinco anos: jogar bola dentro de casa é proibido e resulta em uma noite sem videogame
Se antigamente o castigo era visto como requisito básico para alcançar a boa disciplina, hoje é item quase proibido quando o tema é educação. Os especialistas acreditam que é fundamental dar limites, orientar e fazer a criança perceber que suas atitudes produzem reações. E se o comportamento não for legal, a consequência também não vai ser. Já as mães mostram que, embora a palavra em si tenha ficado associada a técnicas violentas e antiquadas, castigo ainda existe, mas com outro nome – e muito diálogo.
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“Os adultos não devem ‘castigar’ e sim ‘educar’, levar a criança a uma reflexão sobre o resultado dos seus atos”, explica Cris Poli, educadora e apresentadora da versão brasileira do reality show “Supernanny”, no SBT.
Para a psicopedagoga Wânia Forghieri, ex-coordenadora da escola Waldorf, se os pais observam, pontuam o que está errado e dão limite, não vão precisar dar castigo. “É importante mostrar que cada ato provoca algo em mim, no meio e na própria criança”, explica ela. Sozinha, uma criança pequena não tem condições de rever o que houve e chegar à conclusão de que não agiu certo.
A oftalmologista Debora Felberg, 37 anos, usou a regra de Cris Poli quando o filho Léo era pequeno. “Quando ele fazia algo errado, eu o punha na parede, um pouco afastado, mas onde eu pudesse ver”, conta ela.
Agora, com cinco anos, a relação deles é de bastante diálogo. Se ele faz algo que não pode, como chutar bola dentro de casa, ela alerta. Na terceira vez, ele ganha um castigo. Pode ser ficar sem jogar videogame por uma noite ou não descer para jogar bola com os amigos do prédio. Ela garante que funciona. Mas o castigo deve ser dado na hora que a desobediência acontece. “Tem que marcar de alguma forma, senão ele esquece”, diz a mãe.
“Se digo que vou desligar a televisão, o Léo me testa para ver se vou desligar mesmo. Ele espera que eu faça”, conta Debora Felberg. “Ele tem que testar o limite dele, e o meu também”, completa.
Mudança de foco
Se os pais vêm uma atitude errada da criança, não precisam bater nem gritar. Cris Poli sugere que eles interrompam a ação e coloquem a criança sentada em um cantinho predeterminado, que pode ser o degrau de uma escada ou um tapetinho. A intenção é que ela pare e pense sobre o que está acontecendo.
Como Jo Frost, apresentadora do “Supernanny” original, Cris Polis sugere um minuto no cantinho para cada ano de vida da criança. Assim, se a criança tem três anos, ela deverá ficar três minutos pensando no que fez de errado. “O objetivo não é castigar por castigar e sim levar a criança a um raciocínio”, diz ela.
Conforme a criança vai crescendo, o cantinho da disciplina já não faz mais sentido, pois ela se acostuma a entender as consequências de seus atos. Aí, deixar sem TV ou videogame pode ser uma boa medida. Mas novamente, a criança deve entender claramente que estas privações são consequência de suas atitudes. “Não é a mãe que deixa sem TV, mas a conduta ruim da própria criança. É preciso mudar o foco”, alerta Cris Poli.
Para a pedagoga Teca Antunes, sempre que possível, a criança deve ser envolvida na remediação do seu ato. Se ela riscou a parede, deve ajudar o adulto a limpá-la. Lúcia, 6 anos, filha de Clara Zito, 32, adora brincar na banheira e muitas vezes exagera na diversão. A menina já participou algumas vezes da arrumação dos brinquedos e das toalhas do banheiro. “Ela reclama um pouco, faz manha, mas acaba ajudando, não tem escolha”, diz a mãe.
Funciona?
“Não há dúvida de que castigo funciona, mas não é necessariamente a melhor forma de ter uma relação de respeito com os filhos. Eu prefiro confiar que a criança seja inteiramente capaz de fazer o que é pedido e depois esperar até que ela perceba que não têm outra opção senão fazer o que é dito”, explica a educadora Diane Levy, autora do livro “É Claro que Eu Amo Você... Agora Vá Para o Seu Quarto!”, Editora Fundamento.
Segundo Diane, algumas crianças ficam muito ressentidas de serem castigadas. Por isso ela prefere deixar que elas resolvam os conflitos internamente e não briguem com os pais (leia 9 dicas de Diane para impor limites).
Já para a psicopedagoga Wânia Forghieri, pior do que o castigo é a ameaça, geralmente não cumprida ou afrouxada no meio do caminho. “Hoje os pais trabalham longas horas fora de casa e sentem uma culpa enorme de dizer ‘não’. Deixam de castigo, mas ficam com pena”, diz Wânia. O limite de até onde a criança pode ir tem que estar claro, assim com suas consequências. Por isso, os pais devem propor algo que possam cumprir. Uma semana sem computador é difícil de manter? Diminua para dois dias, mas cumpra o prometido.
E o mais importante: quem decide as regras são os pais, e não a criança. Os mundos dos adultos e das crianças não podem se misturar. Essa divisão vai ajudar, inclusive, na hora de reforçar a autoridade do adulto. Para Wânia, a falta de parâmetros e de “nãos” pode criar problemas no futuro. As crianças viram jovens incapazes de aceitar frustrações e não respeitam hierarquias, atrapalhando as relações no trabalho, onde não há tanta flexibilidade como em casa. Para ajudar seu filho, faça com que as regras sejam cumpridas.
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Eu particularmente acho que está tudo invertido! Tenho 29 anos eu não estou traumatizada por que minha mãe me castigava. Temos que condenar os extremos mais precisamos deixar os pais serem PAIS!!!! As vezes tenho a impressão que é a criança que manda nos pais!
Responder comentário | Denunciar comentárioOs pais que concordam com as palmadas são aqueles que não tem controle sobre suas ações e sobre seus filhos. Um programa tosco como o Super Nanny mostra que em 100% dos casos, os culpados pela má educação são os pais. Ela nunca corrigiu uma criança e sim o comportamento dos pais...\nSe uma estranha consegue resolver os problemas dos outros, por que os pais não podem conseguir?
Responder comentário | Denunciar comentárioPena que só aprendemos que nos erramos, depois que passamos por problemas semelhantes aos de nossos pais. Quando minha mãe nos batia pra gente não ficar na rua, eu não gostava mas só entendi melhor depois que tive meus filhos.
Responder comentário | Denunciar comentárioElvis | 08/06/2011 19:31
Talvez você só esteja repassando a mágoa pelas pancadas que recebeu da sua mãe.\n\nPsicoterapia resolve.
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os comportamentos de uma pessoa não são como uma receita de bolo, cada pessoa é única em si. Penso que castigos físicos, as vezes, são necessários e benéficos, impõe limites e respeito à autoridade dos pais e isso é salular. Não prejudica a formação psicológica da criança, desde que realizado sem exageros. A educação à moda antiga é um ciclo nas gerações, ela vem e vai, e quantos filhos maravilhosos tem saído dela.
Responder comentário | Denunciar comentárioA psicologia moderna falhou. É só observar como eram os jovens do passado e compará-los aos jovens de hoje. Aposentar o cinto e o chinelo foi um erro cometido pelos "psicólogos" de plantão. \n\nEu apanhei muito e nunca sofri trauma algum com isso, pelo contrário, agradeço a meu pai por nunca ter me envolvido com drogas nem qualquer outro ilícito. Meus amigos de infância também receberão mesma educação e hoje são pessoas de bem.\n\nOs pais precisam voltar a ter autonomia sobre seus filhos e educá-los da maneira que lhes convém. \n\nDeixemos esse proselitismo barato vendido sem argumentos consistentes e atentemos ao que deu certo. Ainda temos tempo.
Responder comentário | Denunciar comentárioA geração dos anos 70 experimentou talvez a maior era de liberdade, apologia a sexo, drogas e rock and roll, entretanto, obedecia a pais e professores, pedia a "benção" aos pais, adorava estar com os avós (sem que isso fosse um mico!). Entretanto, muita psicologia moderna, encabeçada por pseudo-artistas, e alguns pais frutos de gerações posteriores, e que cometeram atrocidades com seus filhos, parece que cegaram a sociedade.\n\nO livro de Provérbios está cheio de sabedoria, mas o homem insiste em andar por seus próprios caminhos:\n\nEduca a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6\nA vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe. Pv 29:15\nNão retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno. Provérbios 23:13-14
Responder comentário | Denunciar comentárioElvis | 08/06/2011 19:36
Usou a bíblia como guia moral ou educativo já começou errado...\nE quem é muçulmano? Hindu? Budista?\n\nAcorda...o mundo não tem só sua religião....
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Interessante
Responder comentário | Denunciar comentárioTendo castigo ou não não numa sociedade igual a nossa que não se tem os principios básicos que é saude educaçãoe segurança, e para completar o direito de ir e vir do brasil está longe de ser realidade conforme garantia da nossa já tão emendade CONSTITUIÇÃO FEDERAL.\n\nA base da educação está dentro de casa e é complementada nas escolas, mais será que no momento as escolas estão complementando? Não é o que se vê, ao contrario do que se espera de uma instituição de ensino no tocante complementar a educação se ver só violencia.\n\nE não se pode culpar a criação e sim a falta do estado em programas sociais de de repreenção ao crime e a integração da criança na sociedade o que num pais igual ao nosso é dificilimo devido aos governantes que temos.\n\nPossa ser que estudar fora do pais seja uma auternativa pois fora do pais o estudo mostra o que realmente é viver numa sociedade e a sociedade cobra pelos crimes cometidos por quem quer que seja pois a lei funciona e não só par o pobre como para o rico.\n\nMais e aqui no pais que julga politico é o supremo que nunca manda ninguem pra cadeia e nunca mandará até porque o nosso supremo pertence aos politico pois eles é quem indicam ai vamos dar risadas por isto.\n\nNão é normal num pais SÉRIO QUE UM SENADOR DA REPUBLICA VÁ AO SENADO E EM SUA FALA AFIRMAR QUE TODOS METEM AS MÃOS NOS COFRES PUBLICOS, e tenho eu a certeza de qe não é a grande massa da população.\n\nE o que ocorre enquanto for criança tudo bem depois que chega a adolecencia ai vai começar a entender que a população brasileira vive uma falsa sensação de DEMOCRACIA , onde não tem direitos a nada nem de sair de casa e onde anda tem que pagar desde um simples estacionamento quando não dentro de estabelecimentos como aos famosos flanelinhas da vida.\n\ndai quando estas crianças entendem o que acontece no pais logicamente passa a não acreditar em nada e em ninguem, mais deveria acreditar na sociedade como forma de vida e respeitar as leis vigentes no pais mais se elas não ajudam ai os jovens se perguntam acreditar no que?\n\nNão somos nós os pais quem mautratamos nossos filhos e ensinamos a ele o caminho errado e sim a sociedade dentre elas os governantes e as nossas leis que de nada serve a não ser para falar que temos e que so funciona para a classe mais desfavorecida.\n\nEste fim de semana fui a uma praia e fiquei abismado com o acesso principal para chegar ou melhor falando a principal via para chegar a esta praia que absurdo posso afirmar que a estrada estava igual aos politicos so buracos e lama e meu filho me fez a pergunta papai quanto o senhor paga de IPVA, BELE PERGUNTA MEU FILHO RESPONDI. E NADA MAIS FALEI.\n
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