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Sexualidade

Pais devem construir um diálogo aberto, respondendo desde cedo às perguntas das crianças

“Mãe, como eu nasci?”. Perguntas sobre sexualidade são muito comuns na infância e costumam pegar os pais de surpresa. Não existe procedimento padrão para tratar sobre o tema com os filhos, mas a dica mais importante é falar sempre com naturalidade e objetividade, respeitando a faixa etária da criança e respondendo simplesmente o que ela perguntar.

Diante de uma dúvida infantil, a tendência dos pais é complicar a questão. Se uma criança de seis anos questiona como veio ao mundo, algo simples como “da barriga da mamãe” pode satisfazer a curiosidade dela, sem precisar de maiores detalhes naquele momento. “Responda estritamente o que está sendo perguntado. Se ela quiser saber mais alguma coisa, vai continuar perguntando. Se parar por ali, a resposta já foi adequada para que ela se sentisse acolhida”, explica o psicólogo Paulo Tessarioli, especialista em sexualidade humana.

Também é fundamental responder sempre de forma lúdica e com palavras que façam parte da realidade da criança. “Falar de ‘espermatozoide’ para quem tem cinco anos ainda é um conceito muito abstrato. Então, pode-se dizer, por exemplo, que o papai colocou uma sementinha na mamãe. E pronto”, explica Tessarioli.

É natural as crianças terem curiosidade pela descoberta do próprio corpo. Por isso, os pais devem responder as perguntas das crianças a cada etapa da infância, construindo uma relação de confiança com elas sobre o tema, além de instruir sobre prevenção de doenças e gravidez, quando sentirem os filhos estão maduros para receber tais informações.

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