Fase pode ser mais tranquila quando os pais encorajam filhos a enfrentarem o problema. Confira dicas de especialistas

O medo infantil é mais frequente até os cinco anos de idade e os pais podem ajudar seus filhos a superarem essa fase
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O medo infantil é mais frequente até os cinco anos de idade e os pais podem ajudar seus filhos a superarem essa fase

É uma cena comum na vida de um casal com filhos: com medo, a criança chama os pais ou corre para a cama deles. A atitude é mais recorrente até os cinco anos de idade e é absolutamente normal, pois faz parte do amadurecimento emocional da criança.

De acordo com a pedagoga Aluani Tordin, ter medo é um sentimento humano. “Crianças e adultos podem sentir em igual intensidade. O que muda são os motivos que levam cada um a se deparar com ele”, explica. Cabe aos pais transmitirem segurança e encorajarem os pequenos nesta fase.

Criança medrosa precisa de tratamento?

Quando as queixas são muito frequentes, os pais se questionam se há necessidade de ajuda profissional. O psicólogo Breno Rosostolato afirma que antes de tudo é preciso observar o comportamento do filho. “Os medos são preocupantes quando se tornam repetitivos, persistentes e principalmente quando mudam a rotina da criança”, diz.

Além de observar as atitudes dos pequenos, os pais precisam fazer uma autoanálise e identificar se a causa dos medos é originada de algum comportamento paternal. “É preciso que pais se recordem e reflitam sobre a frequência com que agem de modo a provocar esse sentimento na criança como um artifício para controlar seu comportamento. Por exemplo, ainda é comum um adulto, com a intenção de proteger ou de tentar garantir o comportamento adequado, inventar consequências exageradas ou histórias assustadoras na tentativa de impedi-la de agir na direção contrária à indicada. Se agirmos dessa forma poderemos proporcionar às nossas crianças experiências de medo frequentes e acabaremos por estimular o contrário do pretendido”, explica a pedagoga Aluani Tordin.

Encoraje seu filho

Existem algumas orientações básicas que podem auxiliar os pais a enfrentar o problema. A primeira delas é não subestimar o medo da criança, e junto a ela encontrar soluções para enfrentá-lo. “Podemos criar situações imaginárias para ajudar as crianças a enfrentarem aqueles medos que nem sempre lhes oferecem perigo real, mas que assombram seus pensamentos”, afirma a pedagoga.

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A sugestão da profissional é recorrer aos livros. “É possível contarmos histórias que apresentem situações em que os personagens enfrentam seus medos e são bem sucedidos por fazerem isso. A literatura infantil, por ser um recurso lúdico, pode permitir à criança a elaboração e o entendimento de circunstâncias que ela vive em sua própria realidade”, comenta a Aluani.

Deixar a superproteção de lado e dar mais liberdade aos filhos é um grande incentivo. Promover brincadeiras com outras crianças e deixá-los livres num ambiente que eles possam explorar são totalmente benéficos, como explica o psicólogo Breno Rosostolato. “Desta maneira, os pais incentivam a criança a se conhecer e superar alguns medos. A criança aprende muito desta forma”.

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