Muitas mães estão procurando profissionais para ter fotos perfeitas das crianças. Saiba como não errar na escolha

Foto de Luciana Prado, especializada em fotos de crinças e família
Luciana Prado
Foto de Luciana Prado, especializada em fotos de crinças e família
Domínio da técnica, sensibilidade artística e muita, mas muita experiência. Este é o perfil do profissional que os pais devem escolher para fotografar o seu bebê. Até o primeiro ano de idade, a criança está descobrindo as formas, as cores e as pessoas, portanto, é mais fácil distraí-las e entretê-las. Após essa fase, elas estão um pouco mais desconfiadas e precisam ser “conquistadas” pelo fotógrafo para se soltarem durante a sessão.

“O profissional deve saber lidar com crianças. Procuro ter uma linguagem própria com eles, quando os pais permitem, ofereço guloseimas”, conta a fotógrafa Márcia Rocha, que diz que isso ajuda a conquistar os pequenos e conseguir boas fotos.

A fotógrafa Luciana Prado gosta de brincar e conversar com a criança para garantir fotos bem naturais. Ela diz que jamais pede para a criança sorrir. A fotógrafa profissional tenta criar condições para que o sorriso surja naturalmente. “Fazer das fotos uma experiência divertida é importante para conseguir as melhores expressões, e o sorriso é apenas uma delas. Não subestime a beleza de uma expressão séria e pensativa, um olhar curioso ou de uma carinha brava”, diz.

O dia das fotos

É natural que a família inteira queira estar presente para ver as poses que a criança vai fazer durante a sessão de fotos, mas o excesso de ansiedade pode atrapalhar. Márcia prefere estar no estúdio somente com o bebê e um acompanhante. “Mas nem sempre é possível, pois a família quer participar e conferir o resultado o mais rápido possível”.

Já Luciana aproveita a presença dos pais ansiosos e sempre faz algumas fotos da família completa. “O resultado é sempre fotos cheias de emoção e significado”, diz.

O que levar

Antes de gastar muito em acessórios, roupas e brinquedos, os pais devem estar cientes de o que vale nesta hora é a espontaneidade. Incorporar o que faz parte do cotidiano e levar o brinquedo preferido vão ajudar no desempenho da criança. “Gosto muito de imagens espontâneas, onde a criança é ela mesma, sem artifícios ou acessórios”, diz Márcia.

Levar três trocas de roupas costuma ser suficiente, diz Luciana, que pede que os pais evitem camisetas com frases escritas, estampas de personagens e cores berrantes. “Também recomendo que a roupa escolhida alie beleza e conforto, porque é importante que a criança esteja à vontade. Meninas, por exemplo, ficam lindas de vestido e meninos ficam muito bem com jeans”, completa.

Já os mais novinhos devem vestir roupas delicadas e confortáveis, que deixem aparecer detalhes como a suavidade da pele e as dobrinhas. “Nada de roupas chiques, com golas que ‘engolem’ os bebês e excesso de detalhes. Um body de malha e peças com texturas delicadas, como o tricô, combinam bem com os menores.”

Márcia diz que é comum uma mãe ligar querendo saber se ela possui objetos de cena e fantasias. “Digo que não, pois, desta forma, a criança poderá incorporar o seu melhor papel, ao natural, sendo apenas criança.”

É importante os pais lembrarem que ao fotografar a família, o profissional precisa harmonizar as escolhas de cores e estilos. Um bom fotógrafol deve conversar bastante com o cliente para orientar suas escolhas, respeitando seu estilo, mas observando o que funciona melhor ou não.

O cenário

Praias, jardins e ambientes externos são artifícios usados por muitos profissionais. A sessão pode ser feita na casa da família, em parques, praças, sítios, até nas ruas de uma cidade. A vantagem é que o trabalho não fica limitado a um pequeno espaço, restrito por um esquema de iluminação artificial, que muitas vezes é incômodo e acaba intimidando a criança. Luciana diz que quando fotografa a criança em um parque, por exemplo, ela fica livre para ir e vir. “Sua curiosidade natural é estimulada pelo ambiente e ela sequer percebe que está sendo fotografada, tão preocupada que está em descobrir, brincar e explorar. Dessa forma, fica fácil conseguir um resultado mais original e personalizado.”

A foto ideal

Uma boa dica é fotografar as crianças da altura delas, para criar proximidade e evitar distorções. Isso significa que o fotógrafo vai precisar se ajoelhar, engatinhar atrás delas e até fotografar deitado no chão. “O importante experimentar sempre, buscando novos ângulos e enquadramentos criativos”, diz Luciana.

Márcia Rocha faz fotografia de crianças há anos para agências de modelos infantis e o seu portfólio reúne imagens de famosos que começaram cedo como Fernanda Souza, Caio Blat, Carla Diaz, Paloma Bernardi e Cecília Dassi. “As fotos que fiz deles faziam parte dos cenários das novelas em porta-retratos representando o passado. Sempre busquei a espontaneidade e, no começo da carreira, uma foto boa conta muitos pontos.”

As novidades

Livros de capas duras, ilustrados com as fotos favoritas da sessão, têm feito muito sucesso com os pais. Segundo Luciana, outro produto que agrada é o slide-show para computador e televisão, em que as fotos ficam disponíveis em seqüência, acompanhadas de música. A fotógrafa também destaca a impressão de fotos em tamanhos grandes para decorar um canto da casa.

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