Pais devem observar onde o peso do bebê se concentra e evitar as baby bags, recolhidas nos Estados Unidos

Canguru: carregador estruturado só pode ser usado para bebês que já sustentam a cabeça
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Canguru: carregador estruturado só pode ser usado para bebês que já sustentam a cabeça
Para as mães que preferem carregadores estruturados (com armação mais rígida), existem os cangurus e as baby bags, menos versáteis que os slings, pois têm uma forma definida. Eles garantem uma sustentação bem segura, mas há algumas ressalvas para seu uso.

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O canguru é um carregador estruturado ideal para transportar bebês capazes de segurar a cabeça, o que acontece entre os quatro e cinco meses de idade. Diferentemente dos slings, que são bem maleáveis, o canguru permite carregar a criança apenas sentada, com as pernas penduradas.

“Nessa posição, há risco do peso ficar sobrecarregado nos genitais e não no bumbum, o que pode acarretar uma luxação no quadril. E se ele for carregado nas costas, pode traumatizar também a coluna da mãe”, alerta o médico ortopedista Fábio Ravaglia.

A psicóloga Fabiana Takiuti, mãe de Ian, de cerca de um ano, e Martin, de 4, prefere combinar o uso dos dois carregadores, sling e canguru. “Para ir ao banco, fazer um passeio, pegar um metrô, por exemplo, eu prefiro usar o canguru. Em casa, prefiro o sling”, diz.

O ideal é que o uso do canguru não seja muito prolongado. “A criança não aguenta, nem é muito saudável ficar tanto tempo sentadinha”, explica a homeopata Silvia Mattoso Gioielli. Ainda assim, o dispositivo garante maior mobilidade para os pais, sem que eles precisem se distanciar das crianças.

Já as babybags ficaram bastante famosas quando celebridades, como a cantora Claudia Leitte, foram fotografadas usando esse tipo de carregador. No entanto, nos Estados Unidos, alguns acidentes por sufocamento acarretaram recall desses produtos . Desde então, a utilização destes carregadores é bastante questionada.

Em formato de uma sacola, pendurada como uma bolsa na mãe ou no pai, a babybag gera polêmica pelo posicionamento do bebê e também por não proporcionar um contato tão próximo do corpo. “Esse dispositivo perdeu o foco. Não é versátil e não aproxima o bebê da mãe, do seu calor”, diz o médico pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz.

Além disso, as babybags não são tão ergonômicas. “Elas imitam a posição deitada, como no berço. As posições que os bebês mais gostam de ficar é na vertical ou sentados, ou ainda ‘semi-sentados’. Nas babybags essas posições são impraticáveis. O desenvolvimento intelectual, físico e motor depende da posição dos bebês, que precisam ver e participar do mundo na altura de nossos braços”, explica a obstetriz Tamara Hiller, do slingando.com .

Saber as vantagens e desvantagens de cada tipo de carregador é importante para ter parâmetros na hora da escolha. Mas o que é fundamental mesmo é experimentar e encontrar um que se adapte melhor a cada família. “Treinar antes de sair de casa é ótimo. Pegue um saco de arroz, teste em casa, ponha de um jeito, de outro. Veja como se sente. Assim os pais vão adquirindo confiança e segurança para usar com o bebê”, recomenda Marcelo.

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