Babá: vantagens e desvantagens

Confira os prós e contras de deixar seu filho com uma babá e saiba que pontos considerar na hora da escolha

Marina Fuentes, especial para o iG São Paulo | 08/09/2010 16:13

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Foto: Arquivo pessoal

Maíra Habimorad queria que sua filha Stella tivesse atenção exclusiva desde o começo

Vantagens

Praticidade.
Não é preciso deslocar a criança para outro ambiente ou enfrentar trânsito. A babá respeita um horário pré acordado com a família, que seja vantajoso para a mãe poder trabalhar.

Cuidado exclusivo. Se a criança tiver mal estar, estiver suja ou com fome, ela será prontamente atendida, o que é especialmente importante nos primeiros meses de vida. A diretora de recursos humanos Maíra Habimorad, 30, voltou a trabalhar logo que sua primeira filha Stella, hoje com 1 ano e 3 meses, nasceu. “Era importante que ela tivesse essa atenção toda no começo”, defende ela. Além desse ponto, a maioria das creches não aceita bebês com menos de quatro meses e mulheres que não têm direito à licença maternidade têm na babá um excelente recurso.

Prevenção de doenças. Além de a criança estar em um ambiente conhecido e familiar a ela, é mais fácil controlar o contágio de doenças, com a manutenção da limpeza e limitando o contato com outras pessoas.

Desvantagens

Falta de confiança. Se a mãe não tiver confiança de que a criança será bem cuidada, é melhor optar por outra forma de auxílio. Para ficar tranquila, Maíra contratou uma babá com excelentes referências e chamou a empregada doméstica da família para acompanhar seu trabalho nos primeiros meses. “Não ia conseguir deixá-la com uma pessoa estranha sem supervisão por um período inteiro”, explica.

Custo.
A opção por babá é a mais cara, especialmente se a mãe procura alguém com referências, bem treinado e realmente especializado.

Transferência e relação íntima com a babá. Não são raros os casos de babás que querem agir como mães e mães que temem perder o amor dos filhos para a babá. Maíra fez questão de procurar uma profissional que tivesse uma postura adequada. “Ela não tenta me substituir e ajudou a Stella a saber quem é a mãe”, conta. Carinho na medida – “nem abraço e beijo demais e nem de menos”- e consciência dos limites com a casa e com a criança foram pontos que Maíra acha indispensável – e nem sempre são respeitados pelas babás.

A psicóloga Adela, no entanto, diz que são raros os casos em que a criança passa a preferir a babá à mãe, quando esta volta para casa. “O problema nesse caso não é a criança ter estabelecido um laço amoroso com seu cuidador, mas é preciso que ver o que acontece na relação dessa mãe com esse filho”, diz. Apesar disso, a psicóloga adverte as mães que não levem tão a sério algumas pequenas estratégias de seus rebentos. “Às vezes acontece de a criança ‘se vingar’ da mãe e não querer ir com ela. É seu modo de dizer ‘você foi embora agora eu te abandono’. A mãe deveria brincar esse jogo proposto pela criança, sem se sentir ofendida ou abandonada”, conclui.

Faltas e trocas. Quando a babá é a única pessoa que pode ficar com o bebê na ausência da mãe, é indispensável que ela seja uma profissional dedicada e responsável. Mesmo assim, imprevistos podem acontecer e, se a babá faltar, a mãe inevitavelmente faltará no trabalho também. Babá mal escolhida ou mal treinada pode levar a sucessivas trocas, o que gera um grande desconforto para o pequeno. “A criança estabelece um laço afetivo muito forte com o cuidador e cada mudança lhe produz muito sofrimento”, diz Adela.

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    17 Comentários |

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    • Gizela | 10/09/2010 12:02

      Com certeza é uma escolha muito difícil. No meu caso, optei por deixar minha filha com as avós. Terças e quintas, com a avó paterna, e, segundas, quartas e sextas, com a minha mãe. Graças a Deus e à elas deu tudo certo. Foi uma criança cercada de carinho e atenção e com uma saúde de ferro. Não sei o que é uma virose, dor de garanta, gripes e outras doenças comuns em crianças. É certo que por algumas vezes ocorreu o mimo, porém, o amor e o cuidado dedicados à ela pelas avós superou tudo. Não se pode esquecer que avós significa "familia", e é simplesmente uma gostosura o carinho dos avós.Hoje é uma adulta feliz e sadia( 25 anos ), e sem qualquer "trauma" por a eu trabalhar fora.

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    • Lourdinha | 10/09/2010 10:30

      Criei meus cinco filhos trabalhando , fiz meu curso superior com todos nascidos e hoje todos são ótimos pais e citam o meu exemplo de luta para os filhos.

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    • irene | 09/09/2010 19:27

      EU ACHO QUE É PRECISO ESCOLHER BEM A BABÁ.EU MESMA CUIDEI DE DOIS MENINOS,QUE JA OS DEIXEI Á 10 ANOS E ATÉ HOJE ELES VEM ME VISITAR,AMO ELES DE PAIXÃO E ATÉ HOJE BRIGO POR ELES.SÃO OS HERDEIROS DAS LOJAS MARABRÁZ.

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    • eusmar | 09/09/2010 13:07

      Não se pode culpar uma mãe por não dispensar tempo integral aos filhos. Muitos casais dependem do salário da mãe para equilibrar as finanças da familia. E no caso de mães solteiras ou separadas, que precisam trabalhar para sustentar os filhos? E os órfãos? Planejar a maternidade é importante, mas ninguém consegue evitar todos os problemas da vida. E não é nenhuma tragédia ter mãe que trabalha, isso hoje é quase regra geral e existem várias opções, como babá, creche, avós, etc., e cada um deve escolher sua opção de acordo com suas condições e necessidades. Quanto aos filhos, o que vale é muito amor, carinho e segurança, independentemente da presença em tempo integral.

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    • Ana Leticia | 09/09/2010 12:57

      Meu filho vai a escolinha desde os 11 meses, dos 4 aos 11meses ficou com a tia ,hoje com 12 anos é uma criança super responsável, carinhosa, estudiosa e com valores morais integros.É super companheiro ,ajuda em casa...
      Por isso o mais importante ,não é onde a criança fica ,mas a referência que os pais transmitem. A criança imita os pais por isso ,o mais importante não é o tempo que ficamos com eles , mas a qualidade do tempo que dedicamos a eles.

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    • Jaqueline | 09/09/2010 12:29

      Tenho um filho de 08 meses voltei a trabalhar ontem e optei por uma babá. Acredito e espero ter feito a melhor opção.

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    • CECILIA DE PAULA | 09/09/2010 12:16

      É muito dificil nos dias de hoje, uma mãe e um pai abrir mão de seus trabalhos porque à um novo membro na família, eles tentam se virar para terem uma família e manter seus empregos, não tenho nada contra a esse tipo de comportamento, mas tenho que admitir que trabalhar fora e ter uma criança em casa não é nada facil, a mãe tem que se desdobrar para conseguir ser mãe e trabalhadora, isso requer muito esforço e dedicação de ambas as partes, e o casal pensar se realmente deseja que o filho fique com outras pessoas para que os dois possam trabalhar, porque depois de tomada essa decisão, os frutos serão colhidos mais tarde e cobranças podem ser feitas , ai cabe os pais pensarem com muito carinho o que eles desejam para o filho

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    • Ana Claudia | 09/09/2010 11:16

      A melhor coisa a se fazer é cuidar de seus próprios filhos, se não é melhor não te-los...pelo menos nos 3 a 4 primeiros anos de vida, onde é formado o carater da criança, seu sistema imunológico e etc......fazer filho para outros cuidarem? ter filho é abrir mão sim de algumas coisas, mas tudo tem seu tempo....o problema é que ninguem quer esperar nada, tempo algum.....não tem nem tempo para os filhos, uma pena, pois no futuro esta criança se tornará um adulto talvez cheio de problemas emocionais......................

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      erica | 12/09/2010 21:09

      Fui criada por uma babá, desde o meu primeiro ano de vida, minha mãe é médica e trabalhava todos os dias. Não sou uma adulta com nenhum problema emocional, muito pelo contrário, tenho minha família 2 filhos e eles também são criados pela babá.
      Acho que é muito melhor você ter uma mãe que apesar de trabalhar te dá muita atenção, porque o que vale é a qualidade do tempo passado com ela, do que uma mãe que largou o trabalho para cuidar dos filhos e depois se arrepender disso, principalmente porque os filhos crescem.
      Amo meus filhos e jamais deixaria meu lado profissional. Alem de mãe somos mulheres e profissionais. Curto os momentos que estamos juntos e isso é o que importa.
      Tenho certeza que assim como minha mãe soube me dar uma boa educação , amor e carinho, meus filhos teram também.

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      Tatiana | 10/09/2010 17:20

      Eu acho um absurdo comentarios como esses ("esta crianca se toranara um adulto talvez cheio de problemas emocionais"). Por que? Soh porque a mae nao pode abdicar de seu trabalho para ficar em casa e cuidar de seus filhos? Se vc teve condicoes de fazer isso, que otimo! Fico feliz por vc! Mas nao critique aquelas maes que nao tem condicoes de fazer o mesmo. Eu sei o quanto me doi nao poder ficar com minhas duas filhas o tempo todo, mas faco o melhor que posso. Elas nao sao nem um pouco menos amadas do que filhos de maes que passam seu tempo em casa. Com relacao ao carater delas, sao criancas extremamente responsaveis, amorosas, inteligentes, carinhosas (comigo e seus colegas), e extramente queridas por todos que as cercam. Seu comentario, portanto, eh um absurdo. Fui criada tambem apenas pela minha mae, que obviamente tinha que trabalhar fora. Amo minha mae por todos os sacrificios que sei que teve que fazer para dar a mim e aos meus irmaos o melhor de tudo.
      Eu respeito vc por ter optado por ficar em casa para cuidar de seus filhos. Mas gostaria que vc tambem respeitasse maes como eu que nao tem condicoes de fazer o mesmo.

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