Programa não pretende apenas atender a infância espanhola e pode ser adaptado a diversos países

Com os bons índices atingidos - 47,8% das crianças passaram a ter maior pontuação no quesito sociabilidade, em relação a apenas 7,8% antes das aulas - o programa “Aprender a Convivir”, desenvolvido na Universidade de Granada , na Espanha, já procura lançar suas sementes em outros países. De acordo com Fernando Justicia, coordenador e investigador principal da iniciativa, já existe não só uma tentativa de formalizar a formação de professores, para que o projeto se fortaleça na educação de crianças entre três e seis anos, mas também há a intenção de difundi-lo mais amplamente.

“O programa precisa de adaptações para poder acontecer em outros países, mas é possível sim realizá-lo fora da Espanha: trata-se apenas de colocá-lo no contexto do país em questão”, explica Justicia. De acordo com ele, a estrutura do “Aprender a Convivir” deve ser mantida para que isso aconteça, mas os diálogos entre os fantoches utilizados precisam ser adaptados, assim como os exemplos utilizados e as expressões – questões que podem ser facilmente debatidas entre os profissionais que irão adaptar o programa.

Com convites já feitos para estabelecer o projeto na Argentina e na Colômbia, Justicia conta que o principal é apropriar as canções, histórias e desenhos utilizados, para que entrem de acordo com o país de origem das crianças envolvidas. “As atividades são de interação entre os diálogos dos fantoches, que sempre propõem a questão que será levada a cabo durante as sessões”, afirma ele.

Depois disso, as crianças realizam uma ou duas atividades, que variam entre desenhar, recortar, compartilhar objetos, trabalhar em grupo para resolver diferentes situações, entre outras. “Além disso, eles também levam atividades para serem realizadas em casa com os pais, para reforçar o que fazem na escola”, revela Justicia. Nada que não possa ser feito também no Brasil, caso o programa também aponte suas coordenadas para cá.

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