Cuidados na hora de comprar e colocar o dispositivo no carro podem fazer a diferença

O cuidado na hora de transportar as crianças começa na compra do equipamento. Diferentemente do que acontece com os carrinhos de bebê, que ainda não têm regulamentação nenhuma no Brasil, os dispositivos de retenção só podem ser vendidos com o selo do Inmetro ( veja a lista de modelos aprovados ). É importante ainda que os pais observem, além da designação por idade, a correspondência entre o peso de seu filho e o limite recomendado pelo fabricante de cada modelo.

Com o selo do Inmetro e atenção na hora de escolher o modelo apropriado ao tamanho da criança, os pais não devem encontrar dificuldades para escolher uma cadeirinha. Instalá-la, no entanto, pode ser mais complicado. “O que é fundamental é seguirem a instrução de como instalar essa cadeirinha no carro”, diz Gustavo Kuster, chefe da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro.

Alessandra Françóia, coordenadora da ONG Criança Segura, ensina como instalar os modelos mais comuns de cadeirinhas para cada idade. Assista:

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Mesmo estando em dia com as regras , os pais não estão livres de dilemas. Como alguém com três filhos menores de sete anos, por exemplo, pode transportar bem suas crianças se a maior parte dos carros tem apenas dois cintos de três pontos, necessários para instalação das cadeirinhas? “Vai ter que repensar o carro dele”, diz Kuster . Se repensar o carro não é uma possibilidade, Flávio Adura, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), diz que, nesses casos, a melhor opção é que o lugar menos seguro seja ocupado pela criança de maior estatura.

Entre as recomendações difíceis de serem cumpridas está também a de que, sempre que possível, a criança seja acomodada no centro do banco de trás. “Isso protege dos impactos frontais e laterais, que são mais frequentes e mais graves que as colisões traseiras”, explica Adura. Acontece que pouquíssimos veículos nacionais têm o cinto de três pontos no centro do banco traseiro. E, segundo a assessoria do Denatran, não há nenhum sinal de que isso passe a ser obrigatório, mesmo após a nova regulamentação.

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