Mães norte-americanas preferem tirar o leite com a ajuda de bombas elétricas e dar para a criança na mamadeira

Nova modalidade de amamentação nos Estados Unidos: tirar o leite e dar para a criança na mamadeira
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Nova modalidade de amamentação nos Estados Unidos: tirar o leite e dar para a criança na mamadeira
As mães norte-americanas, segundo uma reportagem recente publicada na revista Time, inventaram um novo jeito de alimentar os seus bebês. Elas não usam leite industrialização e nem colocam suas crianças para mamarem no peito. Preferem tirar o leite do peito com a ajuda de bombas elétricas e oferecê-lo para a criança na mamadeira.

A moda anda causando estranhamento, já que é muito mais prático, quando se pretende dar o leite materno, colocar a criança para mamar diretamente no peito. As razões destas mães são diversas e aparecem em fóruns de discussão, como o BabyCenter e o iVillage. Algumas optam pelo método para poderem ter certeza da quantidade exata de leite que a criança está ingerindo. Outras mães tiram leite, armazenam e dão na mamadeira porque têm os bicos dos seios invertidos, crianças que não conseguem sugar direito ou por acharem o método mais rápido e prático – elas tiram dos dois seios de uma só vez e não precisam esperara o bebê mamar primeiro em um e depois no outro.

Os médicos alertam sobre as desvantagens no método, que pode gerar uma diminuição na produção de leite, maior incidência de mastite (inflamação no seio) e pouco contato físico entre mãe e filho. Além disso, segundo os especialistas ouvidos na reportagem da revista, os bebês percebem que estão satisfeitos mais facilmente quando mamam diretamente no peito – o que gera hábitos alimentares melhores e pode evitar uma obesidade futura.

Gordon Gallup, professor de psicologia da University at Albany, vai mais fundo. Segundo ele, na história da humanidade, a única razão pela qual uma mãe não amamentava o seu bebê no peito era no caso de morte da criança. Então, para ele, dar leite na mamadeira pode simular inconscientemente para algumas mães a perda do bebê e causar maior incidência de depressão pós-parto.

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