Enquanto o paciente não fala, pais e médicos se esforçam para diagnosticar os problemas da criança. Conheça sintomas comuns que podem confundir

Cólica ou fome? Refluxo ou regurgitação? Sintomas podem confundir mães e médicos
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Cólica ou fome? Refluxo ou regurgitação? Sintomas podem confundir mães e médicos
Bebês ainda não sabem falar e o atendimento em pronto-socorros muitas vezes é incapaz de acompanhar a evolução de uma doença. Por isso, a avaliação regular de um pediatra é a melhor forma de “juntar” todas as informações necessárias para descobrir o que está incomodando o bebê. Mas a participação dos pais é fundamental: algumas peças deste quebra-cabeça só podem ser fornecidas pelos observadores mais próximos da criança. Por isso, listamos abaixo problemas de saúde comuns, que podem confundir por apresentar sintomas semelhantes a outras doenças, ou passar despercebidos pelos médicos.


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Cólica ou fome?

É muito difícil saber o que o filho quer nos primeiros dias de vida. As cólicas costumam levar a culpa, mas nem sempre este é o problema: o bebê passa a ter cólica apenas no final do primeiro mês. “Podemos dizer que a cólica tem um horário para acontecer: no meio da manhã ou, mais comum, no fim do dia”, afirma o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz.

É cólica se... o bebê está com vermelhidão, barriga endurecida e faz movimentos na perna como se estivesse tentando evacuar.
E se não for... Caso a mãe descarte a cólica, deve observar se a criança está com fome, calor ou apenas com a fralda suja.

Regurgitação ou refluxo?

É comum o bebê regurgitar – nem sempre logo após a mamada, e isso não significa que ele tem refluxo. “O problema do refluxo é diagnosticado muito mais de forma clínica do que por exames. Mas muitos sintomas são confundidos e isso leva a uma medicação desnecessária”, ressalta o pediatra Marcelo Reibscheid.

É refluxo se... o leite não volta, a criança sente dor, fica incomodada por conta da queimação e da esofagite. “Ela não consegue mamar direito e não ganha peso”, diz o médico. O quadro costuma piorar quando ela está deitada.
E se não for... Já se é só uma regurgitação, logo em seguida a criança está pronta para mamar novamente.

Leia também: refluxo pode ser amenizado com amamentação correta

Vírus ou bactéria?

“A situação mais comum em pronto-socorros é a chamada febre de origem indeterminada”, explica o pediatra Marco Antônio de Paula Ramos, da AACD. “Só depois desta primeira fase, de sintomas leves, o quadro clínico se manifesta”. Em outras palavras: faz sentido mandar a mãe de volta para casa se o bebê apresentar apenas febre e voltar após dois ou três dias, caso não melhore ou apresente outros sintomas.

Quando a febre se mantém além das 48 horas e não aparecem outros sintomas, os médicos partem para os exames. Fique atenta à criança após a administração de antitérmicos. Se ela não melhorar e continuar prostrada mesmo diante de atividades consideradas prazerosas, leve-a novamente ao médico, para exames complementares.

É bactéria se... a criança não melhora com remédios para a febre, em função de toxinas liberadas que debilitam o organismo.
E se não for... ela deve responder ao tratamento em poucos dias

Tuberculose ou pneumonia?

A tuberculose não é muito comum em crianças e pode ser difícil de ser identificada em bebês. “O diagnóstico é, de certa forma, feito por exclusão. Ela só vai ter a doença se tiver tido contato com quem transmite o bacilo”, explica Francisco Lembo Neto, coordenador do núcleo de pediatria do Hospital Samaritano.

É tuberculose se... A criança não evolui bem, além de apresentar uma série de fatores que pioram progressivamente o quadro.
E se não for... Em geral, os pequenos se recuperam rápido de pneumonias.


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