Exposição à luz: necessidade visual é diferente da necessidade biológica, que regula funções essenciais
A universidade Rensselaer Polytechnic Institute, de Nova York, divulgou ontem os resultados de uma pesquisa de campo que liga a falta de exposição à luz matinal a problemas de insônia dos adolescentes.
"Como os jovens passam muito tempo em ambientes fechados, eles perdem o período de exposição à luz matinal necessário para estimular o relógio biológico do corpo, que controla o ciclo de dormir e acordar", explicou a dra. Mariana Figueiro, Professora Assistente do Rensselaer e responsável pelo estudo, em texto de divulgação da pesquisa.
Os pesquisadores acompanharam 11 estudantes de 8a série, que usaram óculos especiais capazes de barrar os raios de ondas curtas presentes na luz natural da manhã. Ao final de cinco dias, os adolescentes estavam pegando no sono 30 minutos mais tarde do que o normal.
Diferentes necessidades
A maioria das escolas não é projetada para proporcionar a quantidade de luz necessária para as crianças dentro das salas de aula. Biologicamente, o organismo precisa de mais luz para regular a temperatura corporal, os níveis de alerta, o apetite, os hormônios e os padrões de sono do que a incidência necessária apenas para leitura e escrita.
"Estes adolescente privados da luz matinal estão indo para a cama mais tarde, dormindo menos e, provavelmente, obtendo resultados piores nos testes padrão", lamentou a pesquisadora.