Estudo realizado na Califórnia sugere que riscos de depressão e abuso de drogas são reduzidos quando adolescentes têm apoio dos pais

Um novo estudo mostra que atitudes e comportamentos positivos por parte dos familiares em relação a adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) reduzem os riscos de depressão, abuso de drogas e álcool e pensamentos suicidas dos mesmos ao se tornarem adultos.

Os autores do estudo, realizado com 245 jovens adultos GLBTs entre os 21 e os 25 anos de idade, moradores da Califórnia, nos Estados Unidos, também constataram que os adolescentes nascidos em famílias de ampla aceitação têm níveis muito mais altos de autoestima e apoio social no início da idade adulta.

Exemplos de apoio positivo por parte dos pais ou cuidadores incluem o apoio à expressão de gênero dos jovens ou ainda a defesa dos mesmos ao sofrerem maus tratos em razão da identidade GLBT.

“Em uma época em que a mídia e as famílias estão se tornando completamente cientes dos riscos sofridos por muitos GLBTs, nossas descobertas de que a aceitação da família protege contra pensamentos e comportamentos suicidas, abuso de álcool e drogas e depressão oferecem uma porta de esperança para estes jovens e suas famílias – que lutam para equilibrar convicções religiosas e valores pessoais com o amor por seus filhos”, disse Caitlin Ryan, diretora do Projeto de Aceitação da Família da Universidade Estadual de San Francisco e autora do estudo, em um boletim da universidade.

As descobertas oferecem “as evidências mais fortes até o momento de que a aceitação e o apoio por parte dos pais e cuidadores promovem o bem-estar entre os jovens GLBTs, ajudando a protegê-los contra a depressão e o comportamento suicida”, disse no mesmo boletim Ann P. Haas, diretora de projetos de prevenção para a Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio.

“Estas descobertas abrem as portas para um enfoque totalmente novo de como as famílias podem ser orientada a agir para reduzir o risco de suicídio entre adolescentes e jovens adultos GLBTs”, disse Haas.

(Tradução: Claudia Batista Arantes )

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