Desde a gravidez é possível estreitar o vínculo. Veja atividades que ajudam nisso antes e depois do nascimento do bebê

Deborah Secco, depois que teve a sua primeira filha Maria Flor, deu uma declaração considerando frustrante sua experiência como mãe. “Ninguém me avisou que a criança não dá amor no primeiro mês!”, disse a atriz. Mas existem soluções para que a relação  entre mãe e bebê seja mais forte.

Descubra o signficado dos nomes dos bebês

Deborah Secco costuma postar fotos com a filha Maria Flor nas redes sociais
Reprodução/Instagram
Deborah Secco costuma postar fotos com a filha Maria Flor nas redes sociais

A psicóloga do Hospital e Maternidade Santa Joana, Mariana Bonsaver, diz que essa sensação pode ser comum quando a mulher se torna mãe: “A maternidade é um momento muito desejado, porém idealizado.”

Cuidados com o bebê ao longo do primeiro mês de vida dele

Por isso, Mariana diz ser importante se conscientizar do papel real de mãe e perceber que pode ser diferente do idealizado na gravidez. “Inicialmente, o bebê demanda muita atenção, porém dorme bastante e pode não interagir da forma que a mãe idealiza e espera”, comenta ela.

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Antes do nascimento

Além de ser importante para a mãe nos primeiros meses, a psicóloga Salete Arouca, também do Hospital e Maternidade Santa Joana, explica que o vínculo com a mãe também é importante para o bebê, “pois faz com que ele se sinta desejado e amado, o que é fundamental para que ele continue se desenvolvendo de forma harmoniosa e saudável.”

Conversar com o bebê dentro da barriga e fazer carinho são maneiras de estreitar a relação entre mãe e filho desde a gestação. Decidir o nome e montar o quartinho da criança são outras as sugestões de Mariana, para que o elo seja construído desde o início.

Depois do nascimento

Depois que o bebê nasce, mesmo nos primeiros dias, já é possível perceber o envolvimento. As psicólogas sugerem que se preste atenção na expressão facial e garantem que a troca de olhares é um sinal de afeto.

Uma das principais formas de deixar a relação mais forte é  também a mais rotineira delas: a amamentação. “É o momento mais importante, pois é quando são estimulados mecanismos sensoriais, hormonais, fisiológicos, imunológicos e emocionais. Na amamentação, o bebê procura o olhar da mãe e busca seu toque”, explica Salete. Mas se a mãe não puder amamentar, ela diz que o ato de alimentar o filho já promove proximidade, afeto e segurança, ajudando a estreitar o vínculo.

Além da amamentação, Mariana comenta que a conversa e carinho também são atitudes que a mãe pode tornar um hábito para ajudar a deixar o vínculo mais forte entre os dois, depois do nascimento.

A amamentação é uma das principais atividades para fortalecer a relação entre mãe e filho
Thinkstock/Getty Images
A amamentação é uma das principais atividades para fortalecer a relação entre mãe e filho

O cansaço, típico dos primeiros meses, também pode impedir que a mãe curta a maternidade de um jeito bom. “É importante que a ela tenha seu período de descanso, dividindo os cuidados com o recém-nascido com seu companheiro ou com outros familiares. Com isso, a mãe pode estar com o neném de forma mais concentrada e relaxada, diminuindo a sensação de irritação e frustração causada pelo cansaço inicial”, indica Salete.

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Se ainda assim, nos primeiros meses você sentir que a relação com o bebê ainda não está tão forte, não se preocupe: “A vinculação pode ser gradual e se fortalece ao longo do primeiro ano de vida do bebê, a partir do aumento da interação entre ambos e das respostas do bebê”, explica Salete.

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