Pesquisa mostra que sentimento de maternidade nem sempre vem na gestação; entre entrevistadas, maioria quer felicidade e amor para o filho e deixa sucesso e dinheiro em segundo plano

Segundo pesquisa, desejo mais latente das mulheres está em ser uma mãe mais “firme”
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Segundo pesquisa, desejo mais latente das mulheres está em ser uma mãe mais “firme”

Junto com o positivo do teste de gravidez surge uma mãe, certo? Nem sempre. É o que mostra uma pesquisa feita com 3.200 mulheres em todo o Brasil. De acordo com os dados, apesar da maioria das mulheres declararem que se sentem mães a partir da gestação (51%), um grupo significativo, formado por 24% das entrevistadas, admite que o sentimento de maternidade aflorou apenas após o nascimento do filho.

O objetivo da pesquisa era esclarecer um pouco como pensam as mães em tempos atuais. Realizado pelo clube de assinaturas de serviços voltados para mães e gestantes PetiteBox, o levantamento mostrou que o desejo mais latente das mulheres está em ser uma mãe mais “firme”. Essa foi a resposta de 73% das mulheres à indagação sobre que tipo de mãe pretendiam de ser.

Esse resultado surpreende segundo o coordenador da pesquisa e CEO da PetiteBox, Felipe Wasserman, também especialista em comportamento do consumidor. “Em pesquisas como esta as respostas tendem a ser sempre ligadas a comportamentos mais emotivos, que remetam a perfis como ‘amorosa’, ‘carinhosa’ e ‘doce’, mas aqui vemos o termo ‘firme’ aparecendo fortemente. Isso mostra um desejo bem real dessas mães de serem mais pontuais na relação com os filhos”, analisa.

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Sucesso e dinheiro

Outro dado divulgado mostra que os maiores desejos das mães para os filhos focam prioritariamente em questões emocionais. De acordo com a pesquisa, 42% das mães querem que seus filhos tenham “amor” e “felicidade”, enquanto apenas 11% desejam “sucesso” e “dinheiro” para as crianças.

Além disso, a preocupação das mães para o futuro dos filhos está concentrada na saúde (34%), segurança (28%) e educação (27%).

A pesquisa “Mãe de Hoje” foi feita em território nacional, no mês de março de 2015, com gestantes e mães de crianças até dois anos. Todas as participantes responderam as questões através de um questionário online.

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