Estudo mostra que crianças são mais suscetíveis a se arriscar quando responsáveis estão desatentos; 33% das distrações são causadas por conversas e 30% por aparelhos eletrônicos

Pesquisadores gravaram 371 episódios de dois minutos; cuidadores estavam distraídos durante 74% dessas ocasiões
Thinkstock/Getty Images
Pesquisadores gravaram 371 episódios de dois minutos; cuidadores estavam distraídos durante 74% dessas ocasiões

Pesquisa recente da Academia Americana de Pediatria mostrou que as crianças tendem a ter comportamentos mais arriscados em parquinhos quando seus responsáveis estão distraídos com atividades que incluem o uso do celular.

Estudos anteriores mostraram que pais distraídos supervisionam menos os filhos, mas esta foi a primeira pesquisa que avaliou o impacto dos aparelhos eletrônicos na supervisão de crianças brincando em parques.

Para examinar os tipos de distrações, incluindo dispositivos eletrônicos, que podem interferir na supervisão, dois pesquisadores observaram 50 pares de crianças – aparentando entre 18 meses e cinco anos – e seus responsáveis em sete parquinhos de Nova York, nos Estados Unidos.  

Um pesquisador observou o responsável por 10 a 20 minutos e gravou quatro comportamentos a cada dois minutos: supervisão visual, supervisão auditiva, engajamento com a criança e distração. O outro pesquisador observou com qual frequência a criança se arriscava. Os comportamentos de risco incluíam subir pelo escorregador, jogar areia, escorregar de cabeça para baixo, empurrar outras crianças e pular de balanço em movimentos.

Atividades arriscadas

Os pesquisadores gravaram 371 episódios de dois minutos e verificaram que os cuidadores estavam distraídos durante 74% destes episódios. A maioria das distrações, no entanto, foi considerada moderada.

>> MAIS: 15 atitudes que afastam pais e filhos

A observações mostrou que falar com outros adultos representou 33% de todas as distrações, enquanto aparelhos eletrônicos, como o celular, foram responsáveis por 30% das distrações. Os 37% de distrações restantes incluíram comer, beber, olhar a bolsa, ler e outras atividades.

Quanto às crianças, 30% delas se envolveram em atividades arriscadas. Quando o adulto responsável estava distraído, elas eram muito mais suscetíveis a se arriscar. Pesquisadores observaram cinco quedas, das quais três ocorreram enquanto o adulto estava distraído. Nenhuma das crianças se feriu gravemente.

“Esse estudo demonstra que crianças regularmente se envolvem em comportamentos arriscados, independentemente do nível de distração de seus cuidadores. No entanto, elas são mais suscetíveis a fazer isso quando os adultos estão distraídos”, disse em comunicado uma das autoras do estudo, Anna Krevskaya.

“Além de focar na criança, os responsáveis deveriam discutir o uso correto dos equipamentos do parquinho para ajudar a diminuir acidentes” disse outra pesquisadora, Ruth Milanaik.

“Algumas vezes, crianças vão se machucar, apesar de uma supervisão próxima, e isso é parte do processo de crescer e aprender”, disse Ruth, “No entanto, todos os esforços devem ser feitos pelos cuidadores para manter estes incidentes ao mínimo”.

Leia também:
Segurança na hora do lazer
Observe a segurança dos brinquedos
Sete perguntas sobre brincadeiras infantis

>>> Curta a página do Delas no Facebook e siga o @Delas noTwitter <<<

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.