Manchas na pele, linha nigra e unhas fracas: as transformações decorrentes de uma gestação normalmente não são definitivas e podem ser minimizadas com tratamento

Mudanças no corpo acontecem por conta do desequilíbrio hormonal da gravidez
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Mudanças no corpo acontecem por conta do desequilíbrio hormonal da gravidez

Unhas quebradiças, cabelos caindo mais do que o normal e estrias avermelhadas na região abdominal. Essas são apenas algumas das transformações estéticas que, muitas vezes, acompanham a gestação e afligem as futuras mamães.

A boa notícia é que não é preciso perder a cabeça desse jeito: as transformações são normais e reversíveis, em sua maioria.

Tudo isso acontece por conta do desequilíbrio hormonal característico da gravidez. No primeiro trimestre, quem age com mais intensidade no corpo da mulher é a progesterona, hormônio responsável por cessar as contrações do útero e garantir que a gravidez cumpra seu ciclo natural de aproximadamente 40 semanas.

É esse hormônio, portanto, que desencadeia a maleabilidade emocional, as crises de enjoo, o afinamento dos fios capilares e o aparecimento de manchas na pele, outra preocupação recorrente entre as gestantes.

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“A parte hormonal da gravidez faz com que o cabelo vá ficando mais fino, é algo normal. A mulher pode sentir isso na gestação ou na amamentação. Não tem necessidade de suplementar com vitaminas, porque não é falta de nenhum nutriente. É diferente de uma grávida com anemia, por exemplo, porque aí o cabelo cai em tufos. Esse é outro caso”, explica a dermatologista Samantha Enande.

Outro detalhe que pode levar à queda dos fios é o estresse, decorrente dessa nova fase na vida da mulher. São muitas coisas novas – e intensas – acontecendo ao mesmo tempo, e nem sempre dá para lidar com elas com total tranquilidade. De qualquer maneira, a solução é esperar o tempo passar e o corpo se readaptar à carga hormonal estimulada pela gravidez. Com o reequilíbrio natural, os cabelos voltam a ser como antes.

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Se os fios são afetados pela gestação, o mesmo vale para as unhas, que ficam um pouco mais quebradiças. Mas esse também não é um ponto que deve tirar o sono das mamães. Isso acontece por conta da deficiência de ferro e algumas proteínas, que agem no crescimento e fortalecimento dos cabelos. Se for o caso, vale apostar em esmaltes e coberturas com nutrientes específicos para controlar o enfraquecimento.

Manchas e estrias

A progesterona também é responsável pelo escurecimento de algumas mucosas do corpo, que é o caso das auréolas dos seios. Além disso, o hormônio feminino pode estimular o surgimento dos cloasmas, que são conhecidos como “melasmas da gravidez”. Essa reação é mais comum nas mulheres que têm uma tendência maior a desenvolver as manchas na pele, e pioram se há a exposição ao sol sem proteção.

“Os maiores medos das gestantes é engordar demais, ficar com estrias e a pele manchada por conta dos melasmas. Mas as manchas são facilmente resolvidas, basta que a gestante aplique protetor solar diariamente, pelo menos três vezes ao dia. Vivemos em um país onde faz sol na maior parte do tempo, por isso é importante usar com frequência”, aconselha Amilton Macedo, dermatologista e especialista em oxidologia.

Se as manchas forem muito intensas, mesmo com o uso do protetor solar, é possível realizar algum tratamento clareador – mas atenção: só depois que o bebê tiver nascido e parado de amamentar, já que os ácidos que clareiam a pele podem prejudicar a gravidez.

Outra marca que assusta as futuras mamães é a chamada linha nigra, aquela mancha vertical na barriga que atravessa o umbigo. Ela é outro resultado da ação da progesterona. Apesar de ser bem evidente, a linha nigra surge durante a gestação e também vai embora com ela, quando o hormônio feminino diminui, em 90% dos casos. Se ainda assim sobrar algum vestígio da mancha na barriga da mulher, é possível usar algum clareador ou fazer um tratamento com peeling, que soluciona o problema de uma vez por todas. Nada muito complicado ou trabalhoso, porém.

Quanto ao ganho de peso e o aparecimento de estrias, a saída é simples: controlar a alimentação, praticar alguma atividade física voltada para gestantes e nunca esquecer a hidratação das regiões em que a pele está “sofrendo” mais para esticar, como barriga e quadris.

“É interessante investir em um hidratante que possa ser utilizado ainda no banho, para combater as estrias. Se não, a gestante pode usar um creme ainda nos primeiros cinco minutos depois de terminar o banho, com a pele úmida, porque ela absorve o hidratante com mais facilidade. Isso deve ser feito duas vezes ao dia, com muita paciência, dando atenção principalmente à barriga e ao quadril. A estria de gravidez é mais larga do que a do crescimento, e pode ser afinada. Porém, ela não desaparece completamente”, pontua Samantha Enande.

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