Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, sugerem que o tratamento com jovens obesos ou acima do peso precisa ser questionado e reavaliado

Durante algum tempo, acreditou-se que o tamanho dos pratos das refeições teria um efeito significativo na redução da obesidade infantil. A ideia, portanto, era a de que crianças e adolescentes que comem em pratos pequenos acabam comendo menos, também. Um estudo da Universidade de Connecticut, porém, revelou que essa relação não é tão direta assim e pode ter efeitos contrários no combate à obesidade de crianças e adolescentes.

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“Existe a crença de que pessoas acima do peso e obesos têm a tendência de subestimar a quantidade de comida servida em um prato, principalmente naqueles que são maiores. Por essa e outras razões, frequentemente é recomendado que utilizem pratos menores, para combater a ilusão e evitar o excesso de comida”, explica Lance Bauer, professor de psiquiatria e um dos autores da pesquisa, em comunicado.

Lance Bauer, junto aos especialistas Victor Hesselbrock e Jonathan Covault, do Centro de Pesquisa sobre Álcool e Saúde da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, preparou um teste visual para adolescentes do sexo feminino com uma mesma quantidade de comida servida em diferentes pratos, de tamanhos distintos. Ao todo, 162 garotas foram entrevistadas, entre 14 e 18 anos.

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Para ajudar na redução de peso, reeducação alimentar clara e em longo prazo pode ser mais benéfica
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Para ajudar na redução de peso, reeducação alimentar clara e em longo prazo pode ser mais benéfica

Acima do peso

“O estudo descobriu que, na média, adolescentes obesas ou acima do peso dão menos atenção a amostras diferentes de comida do que aquelas que estão dentro do peso normal”, explica.

Isso significa que para adolescentes acima do peso ou obesas o que realmente importa é a quantidade de comida, independentemente do tamanho do prato. Elas não assimilaram o estímulo de diminuir a quantidade de comida em pratos menores.

“Mudar o tamanho do prato da refeição pode ser menos efetivo do que imaginávamos. O estudo também sugere que apresentar tabelas detalhadas com as regras de uma dieta ou contagem de calorias também não chama a atenção dos adolescentes”, explica Lance Bauer.

Para o especialista, a dieta focada nesses adolescentes deve ter um encaminhamento muito diferente do que é feito nos dias atuais. Uma reeducação alimentar clara, simples, interessante e em longo prazo pode ser mais benéfica do que a simples alteração do tamanho dos pratos das refeições.

“O próximo passo é difundir informações sobre as habilidades cognitivas desses adolescentes que podem ajudar no tratamento de perda de peso. Em dieta e nutrição, um único tamanho ou peso pode não servir para todas as pessoas”, pondera Lance Bauer.

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