De acordo com a lei, a guarda compartilhada deve ser concedida também em casos de litígio, quando os pais não se entendem. Veja a avaliação de especialistas sobre a regra

No final de 2014, entrou em vigor a lei que estabelece que o juiz deve conceder a guarda compartilhada dos filhos também em casos de litígio – ou seja, quando o casal divorciado não entra em acordo. O principal ganho da nova regra, dizem especialistas, é justamente para a criança que tem assegurado seu direito de convívio com pai e mãe.

Mas será possível a lei impor que duas pessoas que se não se entendem tenham que entrar em acordo sobre como criar os filhos? Isso funcionará na prática? O programa "Desafio" convidou dois especialistas para debater o tema.

De um lado, Roberta Palermo, terapeuta familiar formada pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp e autora do livro "Ex-marido, Pai Presente" (Mescla Editorial). Ela acredita que a guarda compartilhada beneficiará muitos pais que são, atualmente, impedidos de participar da vida do filho.

Já o advogado Sérgio Marques da Cruz Filho, presidente estadual do Instituto Brasileiro do Direito da Família (IBDFAM), alerta para a falta de determinação explícita das obrigações tanto do pai quanto da mãe e os efeitos que isso pode ter na rotina da criança.

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