Especialistas apontam indícios a serem observados pelos pais no dia a dia que comprovam maturidade e autonomia

Viagens de intercâmbio têm o objetivo de romper, positivamente, com a dependência que os jovens têm dos pais. Longe de casa, eles precisam aprender a solucionar problemas cotidianos sozinhos e a obedecer regras de um outro país, além de descobrir maneiras de lidar com a saudade.

Com a decisão de fazer intercâmbio tomada pelo adolescente e pelos pais, os adultos devem ficar de olho no jovem para entender qual o nível de autonomia dele.

“Quando os pais oferecem a possibilidade de intercâmbio ao filho ou quando ele expressa o desejo de viajar, começa o período de observação para saber se ele consegue lidar com assuntos do cotidiano sozinho”, diz a psicóloga Maria Aparecida das Neves.

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“Não aconselho os pais a mandarem um filho para um intercâmbio quando ele dá problemas por aqui. Se aqui o jovem não está focado ou interagindo de maneira adequada com as oportunidades que tem dentro de sua faixa etária, morar fora pode trazer problemas que ele não consiga resolver”, explica Maria Aparecida.

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Além disso, é primordial entender a razão que impulsiona o filho a deixar a rotina para trás e embarcar para outro país. “É preciso checar qual a motivação do jovem para fazer o intercâmbio e se certificar de que ele não está fugindo de bullying, notas ruins na escola ou de uma situação familiar delicada, por exemplo. A viagem não pode ser uma fuga”, explica a psicóloga Karin Kenzler, do Colégio Humboldt.

Preparação

Para os pais que não conseguem ainda confiar 100% no filho, mas mesmo assim querem que ele tenha uma experiência de estudos em outro país é possível adequar o intercâmbio para casos específicos. Isso porque muitas agências de turismo conseguem ajustar seus pacotes às necessidades da família, observando as qualidades e dificuldades dos jovens de cada faixa etária. É possível, inclusive, manter um contato mais estreito com o intercambista.

“Para menores de idade, os pais são naturalmente mais exigentes, o que deixa os programas um pouco mais caros. É possível, por exemplo, manter um acompanhamento completo da rotina do jovem no outro país. Ele pode ser monitorado em diversas atividades ao longo do dia”, explica Carolina Niero, supervisora de vendas da Bil Intercâmbio.

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