Postar fotos das crianças sem parar, invadir a privacidade de amigos em suas publicações e brigar nos comentários são atitudes que queimam o filme dos mais velhos na rede social

Até pouco tempo atrás território dominado por adolescentes e jovens adultos, o Facebook hoje conta com uma quantidade crescente de usuários maduros e da terceira idade. Nos EUA, isso significou uma perda considerável de público com idades entre 13 e 17 anos – segundo um estudo do centro de pesquisas iStrategy, o grupo hoje representa 5,4% do total de perfis na rede social, contra 8,9% em 2011.

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Se nos EUA os teens estão se distanciando dos pais e familiares mais velhos no ambiente social, no Brasil a situação é diferente. Mesmo com a entrada maciça das outras gerações de suas famílias no Facebook, os adolescentes permanecem na rede social. Se por um lado essa possibilidade de comunicação aproxima as pessoas, por outro tem um potencial altíssimo de criar situações embaraçosas para os mais jovens. “Isso acontece principalmente porque muitas das pessoas mais velhas não dominam os códigos de interação em redes sociais e acabam se expressando no lugar errado, com o linguajar inapropriado, de maneira equivocada”, explica Helena Duncan, especialista em etiqueta na web.

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Não compreender o alcance real de suas ações na web também colabora para esse quadro. “Muitos pais não percebem que um comentário que constranja o filho hoje se eternizará na internet. Os posts não têm volta”, alerta Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. “Depois de publicar um texto ou uma foto, perde-se o controle sobre ele, mesmo que a visualização seja permitida apenas para amigos. Um curte, outro compartilha e qualquer pessoa passa a ter acesso ao conteúdo”, detalha.

Não que os pais devam sair do Facebook. “Muito pelo contrário, eles devem permanecer lá, até para ver o que os filhos andam fazendo em ambientes virtuais”, defende Helena, que aconselha: “É só aprender como se portar nele. O Facebook é como uma festa, em que cada pessoa precisa saber como se movimentar, em que tom falar”.

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