Novo estudo mostra que crianças de 4 e 5 anos descobriram antes do que os estudantes universitários como fazer um dispositivo desconhecido tocar música e acender as luzes

NYT

'As crianças têm muito a nos ensinar sobre a aprendizagem', diz especialista
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'As crianças têm muito a nos ensinar sobre a aprendizagem', diz especialista

De acordo com um novo estudo apresentado nos Estados Unidos, as crianças aprendem mais rápido como usar eletrônicos desconhecidos do que estudantes universitários. A provável razão, de acordo com os pesquisadores, é que elas podem ser menos presas a ideias de causa e efeito já pré-estabelecidas do que os adultos.

O estudo incluiu 106 crianças de quatro e cinco anos e 170 estudantes. Todos foram convidados a interagir com um gadget que funcionava de maneira incomum. A tarefa era descobrir como fazer uma caixa tocar música e acender as luzes através da combinação, única ou em pares, de peças em formatos diferentes.

Segundo demonstrou o estudo, as crianças foram mais rápidas do que os estudantes e entenderam primeiro que combinações inusitadas das formas poderiam fazer a caixa executar as ações.

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"As crianças descobriram que a máquina pode trabalhar de maneira incomum e, por isso, deveriam colocar os dois blocos em conjunto", explicou a autora sênior do estudo Alison Gopnik, psicóloga na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

"Mas os melhores e mais brilhantes universitários agiam como se a máquina devesse sempre seguir a regra comum e óbvia, mesmo quando mostramos a eles que o aparelho poderia funcionar de forma diferente", diz Gopnik.

"Até onde sabemos, este é o primeiro estudo que examina se as crianças podem aprender relações abstratas de causa e efeito e compará-las com a forma como agem os adultos", disse Gopnik em uma nota de imprensa da universidade.

Futuro

"Uma grande questão, olhando para o futuro, é o que faz as crianças serem capazes de aprender de forma mais flexível: são apenas livres de preconceitos que os adultos têm ou são fundamentalmente mais flexíveis ou exploradoras na forma como veem o mundo?", indaga o autor Christopher Lucas, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

"Independentemente disso, as crianças têm muito a nos ensinar sobre a aprendizagem", acrescentou. A pesquisa americana será publicada na edição de maio da revista Cognition.

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