Pessoalmente ou aproveitando os benefícios da tecnologia, é possível dedicar-se ao recém-nascido sem "desaparecer" do ambiente de trabalho

Não importa se a mulher é uma funcionária média ou a presidente de uma empresa: quando se torna mãe, ela passará os primeiros meses da vida do bebê dedicada aos cuidados de que ele necessita – especialmente a amamentação exclusiva. De acordo com a lei brasileira, as empresas devem conceder licença-maternidade de no mínimo quatro e no máximo seis meses para suas profissionais para esse fim.

Quem já tiver a rotina do bebê bem organizada, pode fazer cursos para se atualizar. Existem opções online com horários flexíveis
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Quem já tiver a rotina do bebê bem organizada, pode fazer cursos para se atualizar. Existem opções online com horários flexíveis




É um longo período, que torna corriqueira entre algumas parturientes a sensação de que “sumirão” da memória dos colegas e chefes ou mesmo que acabarão demitidas. A demissão já não deve ser motivo de tanto medo, graças a uma recente mudança de comportamento entre as mulheres. “É o contrário que está cada vez mais comum. São elas que pedem demissão na volta da licença”, diz Ana Guimarães, gerente da divisão de mercado financeiro da empresa de recrutamento especializado Robert Half.

Números de uma pesquisa conduzida pela Robert Half confirmam essa observação: 85% de 100 empresas brasileiras consultadas responderam que menos da metade de suas funcionárias retorna à vida profissional após o nascimento dos filhos. Para não perder essa mão-de-obra, elas começam a flexibilizar as formas de trabalho, como conta Ana: “Muitas já colocam a possibilidade de home-office na volta da licença-maternidade como benefício”.

Mesmo que a empresa seja mais conservadora e exija a volta ao escritório, as chefias tendem a pensar em readaptações. “Se a funcionária for competente, certamente seu retorno estará sendo ansiosamente esperado e seu lugar, reservado. Em alguns casos, ela pode até ter a oportunidade de abraçar um novo desafio profissional ao retornar”, afirma Fernando Montero Capella, diretor da Capella RH.

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Mas, mesmo com uma perspectiva de retorno ao trabalho boa para as mulheres, vale dedicar algum tempo a atitudes simples relacionadas à carreira e aos colegas para manter acesa sua chama profissional. “Seja você a gerente de sua carreira. Cuidar da empregabilidade é tarefa essencial e pessoal. Mantenha ativos os contatos, esteja sempre atenta ao mercado e cuide de sua visibilidade”, recomenda Luiz Concistré, autor do livro “Consultoria: Uma Opção de Vida e Carreira” (Ed. Elsevier).

Confira, a seguir, 8 dicas práticas que Ana Guimarães, Fernando Montero Capello e Luiz Concistré dão para que a mulher não fique completamente fora do ambiente de trabalho:

1. Mantenha os canais abertos para entrarem em contato com você
Combine que, caso seja necessário, colegas e chefes podem enviar mensagens para seu celular ou e-mails para seu endereço eletrônico de trabalho, e você retornará tão logo seja possível – não necessariamente de imediato. Além de demonstrar disponibilidade, isso permite que você continue atualizada sobre o que está acontecendo durante a sua ausência física.

2. Leve o bebê para um passeio em seu ambiente de trabalho
Nem todos seus colegas conseguirão te visitar na maternidade, assim como alguns não se sentirão suficientemente à vontade para ir à sua casa para conhecer seu filho. Por isso, leve o bebê ao seu ambiente de trabalho assim que o pediatra autorizar. Combine dia e horário que não atrapalhem o andamento das tarefas de quem continua na rotina do escritório e fique lá por no máximo meia hora. É uma atitude simpática que marca presença de forma positiva.

3. Ofereça um lanche em sua casa para os colegas mais próximos
Quando já tiver conseguido estabelecer horários de mamadas e de seu descanso, convide os colegas mais próximos para um lanche na sua casa. Explique que a duração precisará ser de no máximo duas horas, para não atrapalhar a alimentação do bebê, e dedique toda sua atenção a eles enquanto o pequeno evento acontecer. Aproveite para se atualizar sobre o andamento do trabalho, pergunte sobre resultados e novos projetos.

Não precisa ir ao bar toda vez que os colegas marcarem um encontro, mas estar presente de vez em quando é recomendável
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Não precisa ir ao bar toda vez que os colegas marcarem um encontro, mas estar presente de vez em quando é recomendável

4. Participe de happy hour da empresa
Não precisa ir ao bar toda vez que os colegas marcarem um encontro após o expediente, mas, quando conseguir ficar fora de casa por duas horas, vá encontrá-los. Aproveite a ocasião para saber o que está acontecendo na empresa, como está o andamento dos projetos. E não esqueça: nada de bebidas alcoólicas, pois o álcool é transmitido para o bebê por meio do leite materno.

5. Mantenha contato com seus colegas pelas redes sociais
O contato não precisa ser só profissional ao longo de todos esses meses. Poste algumas novidades sobre seus dias, curta e comente postagens e fotos dos colegas. Quando mencionarem algo que esteja acontecendo no escritório naquele momento, mostre que está atenta e comente também.

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6. Faça cursos, atualize-se, e conte isso aos colegas e chefes
Há muitas possibilidades de cursos online que podem ser feitos no melhor horário para o aluno. Escolha um idioma ou algo relacionado ao trabalho e dedique algumas horas de sua semana a eles. Pessoalmente ou pelas redes sociais, conte aos colegas e chefes que está fazendo o(s) curso(s), mostrando que não quer ficar desatualizada.

7. Mande ideias para projetos em que estava trabalhando antes de ter o bebê
Mesmo com todos os cuidados com o recém-nascido, é possível que você tenha uma ideia, um estalo relacionado a algum projeto em que estava trabalhando. Caso isso aconteça, organize seus pensamentos por escrito e envie as sugestões à equipe. Ficarão gratos e definitivamente continuarão lembrando de você.

8. Saiba dosar a interação com o trabalho durante esses meses
Não é necessário tentar ser uma supermulher. Todos sabem que você teve um filho e está se dedicando a ele em seus primeiros meses de vida. Mesmo pedindo para acompanhar reuniões, chegará uma hora em que você não poderá, porque será no mesmo horário que o pediatra do bebê – e tudo bem. Agir, em relação à empresa, como se nada tivesse acontecido em sua vida pode passar uma impressão errada de que você não dá a devida atenção ao seu bebê e que, por isso, pode não ser tão responsável quanto imaginavam. Em resumo: não force a barra e respeite as necessidades da sua família antes de tudo.

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