Nascimento pode ser eternizado em álbuns de fotografias e vídeos que mais lembram produções de cinema; quem está longe pode acompanhar em transmissão segura via internet

Toda vez que a relações públicas Giovanna Ricci assiste ao vídeo do parto de seu filho caçula, Martim, de 5 meses, fica emocionada. A enfermeira Fernanda Lopes, mãe de Felipe, também de 6 meses, já perdeu a conta de quantas vezes viu o álbum de fotos do nascimento do menino. E mesmo com 23 anos de experiência em filmagem e fotografia de partos, José Teixeira Filho, da Baby Vídeo, confessa ficar comovido a cada nova sessão.

A chegada de um bebê ao mundo é um momento mágico e merece um registro melhor do que fotos tremidas tiradas pelo pai nervoso ou pelos parentes que ficam atrás de um vidro. Atualmente, há variadas e superprofissionais maneiras de compartilhá-lo com amigos e familiares em tempo real e depois da saída da maternidade.

Família de cinema

O “enredo” central de um parto é um tanto previsível: a mãe chega à maternidade, o bebê nasce e entra em contato com o mundo e os adultos que o cercam. O que é capaz de transformar essa história em um filme melhor do que os de Hollywood para a família são a captação de depoimentos dos pais ao longo do processo e uma montagem criativa. Esse formato cinematográfico tem atraído as mães mais antenadas.

“Na hora de transformar o material bruto em filme, o cinegrafista, que consideramos um artista, tem liberdade para decidir a ordem em que os eventos aparecerão, sem precisar ficar preso ao sequencial. É realmente um filme, e vai privilegiar o mais marcante de cada parto”, explica Henrique Ferarege, diretor geral da Publivídeo. No catálogo da empresa, este produto é, sem dúvidas, o queridinho da vez.

Giovanna decidiu transformar o parto de Martim em filme porque não conseguia lembrar como havia sido o nascimento de seu primogênito, Davi, hoje com três anos. “Os dois foram prematuros, então havia a questão da minha ansiedade. Se minha memória não traz isso à tona, o vídeo eterniza o momento e me exime de uma culpa que eu sentiria. Toda vez que vejo, e já foram milhares de vezes, acho lindo e emocionante”, declara.

>> Confira o vídeo de nascimento de Martim em formato cinematográfico: 

* Vídeo cedido pela Publivídeo

Sensibilidade é a palavra-chave para conseguir material suficiente em cada filmagem. “A mãe e o pai são estimulados, por meio de perguntas e comentários, a dar depoimentos espontâneos. Eles não conseguem nem querem pensar em algo além do bebê naquela situação”, diz Ferarege. Teixeira, da Baby Vídeo, reforça: “Não é um registro cirúrgico, é um trabalho humano, bonito. É nisso que um bom profissional deve pensar ao entrar em uma sala de parto para filmar ou fotografar. E, claro, em ter o cuidado de não atrapalhar o trabalho médico”. Para isso, ele fez até um curso de técnico em enfermagem. “Embora eu não exerça, foi fundamental para entender melhor como devo me portar em uma sala de parto”, justifica.

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Parto ao vivo, para qualquer lugar do mundo

Outra novidade que vem agradando às parturientes, especialmente aquelas que têm família espalhada pelo mundo ou cujo marido não consegue estar presente na sala de parto (por causa de uma viagem a trabalho, por exemplo), é a transmissão online do nascimento do bebê. Todo o conteúdo da filmagem é confidencial e só pode ser assistido por quem tiver a senha de acesso entregue pelo hospital ao responsável designado pela mãe. “Não são mostradas cenas do parto em si e não é possível ouvir o que a equipe médica fala. O foco é a mãe. E, claro, ver o rostinho do bebê pela primeira vez”, esclarece Ferarege.

A tecnologia ainda não é oferecida por todas as maternidades, mas, aos poucos, as melhores de cada cidade incluem esse serviço entre seus atrativos. Vale checar antes de escolher onde seu filho vai nascer.

Tantas revoluções em vídeo não diminuem interesse das mães pelo bom e velho álbum
Divulgação/Baby Video
Tantas revoluções em vídeo não diminuem interesse das mães pelo bom e velho álbum

A tradição das fotos ainda tem vez

Tantas revoluções em vídeo não diminuem o interesse das futuras mamães pelo velho e bom álbum de fotografias do parto – a tendência é fazer o filme e os cliques. E, agora, ele também tem ares de superprodução. Os pacotes atuais oferecem registros na sala de parto, no berçário, no quarto e até na casa da família depois da saída da maternidade.

“As fotos são mais fáceis de ver. Deixo o álbum na cabeceira da minha cama e dou pelo menos uma olhadinha por dia”, conta Fernanda, que também assiste ao seu vídeo sempre que pode e quer mostrar tudo para Felipe quando ele for maior. “Para mim, o legal é saber, pela visão de espectadora, como foi. Para meu filho, será bom para ele entender como nasceu”, afirma.

Vaidade feminina

Cabelo desarrumado, suor e olheiras são as últimas preocupações de uma mulher ao dar à luz um bebê e não devem desestimulá-la a fazer um álbum de fotos. As empresas responsáveis por esse trabalho sabem que todas querem estar bonitas no álbum oficial, por isso tomam alguns cuidados. “Não gravo nem fotografo na hora das contrações. Ninguém fica bonito com dor”, diz Teixeira. Uma arrumadinha sutil no Photoshop também é bem-vinda, de acordo com Ferarege: “Claro que não se mexe a ponto de deixá-las irreconhecíveis, mas uma suavizada até faz bem para a autoestima das mães”.

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