Os 10 piores alimentos para as crianças

Por Raquel Paulino - especial para o iG São Paulo

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Com pouco ou nenhum valor nutricional e componentes que prejudicam a saúde a curto e longo prazo, alguns produtos devem ser descartados do cardápio infantil

Assim que a criança entra na fase de alimentação sólida, a atenção dos pais deve se voltar à qualidade da comida que ela irá ingerir. Refeições nutritivas e saborosas são prioridade no prato dos filhos, e o que não trouxer benefícios à saúde deverá ser descartado da dieta diária. “Em alimentação e nutrição deve-se pensar em saúde e bem-estar e sempre agir de maneira preventiva. A preocupação não deve surgir apenas depois de problemas instalados”, afirma Ana Carolina Terrazzan, nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição.

Mas, com a correria do dia a dia, alimentos considerados ruins aparecem no cardápio caseiro quando a pressa fala mais alto do que a qualidade de vida. A nutricionista Karoline Basquerote, especializada em educação alimentar para crianças, explica que “a facilidade do acesso a alimentos prontos para o consumo acaba levando a refeições mais gordurosas e açucaradas e ao consumo de refrigerantes e guloseimas, o que contribui para problemas relacionados à obesidade infantil, por exemplo”.

>> Confira, na galeria abaixo, os dez piores alimentos para as crianças:

SALSICHA: não tem valor nutricional e quase sempre é feita com carne processada. Além disso, pode possuir nitrito, uma substância altamente cancerígena. Foto: Getty ImagesEMPANADO DE FRANGO: quase sempre é preparado com carne processada e não dá à criança as proteínas de que ela precisa e que bifes ou filés proporcionam. Foto: Getty ImagesOutro problema dos empanados de frango é eles serem fritos: o consumo de óleo em excesso pode levar à obesidade e a problemas de pressão. Foto: Getty ImagesHAMBÚRGUER CONGELADO: duas porções da carne vendida congelada levam ao organismo da criança o máximo de gordura trans permitida por dia para um adulto. Foto: Getty ImagesA gordura trans contida nos hambúrgueres aumenta o colesterol ruim (LDL) e diminui o colesterol bom (HDL) no sangue. Foto: Getty ImagesREFRIGERANTE: contém alta concentração de açúcar e sódio, que podem levar à obesidade e a problemas cardíacos. Foto: Getty ImagesOs sabores à base de cola, em sua maioria, trazem também ácido fosfórico, que reduz a absorção de cálcio pelo organismo, o que pode enfraquecer os ossos. Foto: Getty ImagesVersões diet, light e zero de refrigerantes são especialmente prejudiciais para as crianças devido à presença de adoçantes como aspartame e ciclamato de sódio . Foto: Getty ImagesSALGADINHO: fonte de calorias vazias e sem valor nutricional algum, deve ser proibido até os três anos de idade por causa do alto teor de sódio e gordura. Foto: Getty ImagesA criança come salgadinhos e não se sente alimentada, engorda sem se nutrir, e acaba procurando outra refeição para saciar a fome. Foto: Getty ImagesMAIONESE: é fonte quase exclusiva de gordura. Leva muitas calorias e baixíssimo valor nutricional ao corpo da criança. Foto: Getty ImagesCEREAL: com a concentração de açúcar elevada, quase todos os cereais de caixa mais engordam do que nutrem. Não são recomendados para a dieta diária da criança. Foto: Getty ImagesMACARRÃO INSTANTÂNEO: juntando massa e tempero, cada embalagem contém alto teor de sódio e de conservantes e nenhuma vitamina. Foto: Getty ImagesO macarrão de preparo instantâneo não contribui para as necessidades diárias de consumo de quaisquer nutrientes pelas crianças. Foto: Getty ImagesBOLACHA RECHEADA: não agrega valor nutricional significativo à alimentação da criança, além de carregar gordura saturada e muito açúcar. Foto: Getty ImagesSUCO INDUSTRIALIZADO: em pó ou líquidos, tem mais açúcar e corantes do que suco das frutas que mostram nas embalagens. Foto: Getty ImagesAo contrário do que muitos pais pensam, os sucos industrializados não têm as vitaminas e os sais minerais de que as crianças precisam. Foto: Thinkstock/Getty Images

Os vilões

Sucesso entre a criançada, a dupla refrigerante e salgadinho (de saquinho) é a maior vilã da alimentação infantil. Juntos ou isoladamente, a bebida e o petisco têm valor nutricional praticamente nulo e trazem muitos males, entre eles o risco de doenças e de enfraquecimento dos ossos, por causa da alta concentração de elementos como o sódio e da presença de ácidos nas fórmulas.

Sucos industrializados (em pó ou líquidos) e bolachas recheadas, também muito queridos pelos pequenos, são igualmente ruins para a dieta infantil. O motivo: altíssima concentração de açúcar em cada porção dos alimentos.

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Algumas “soluções rápidas” para almoço ou jantar figuram entre os piores alimentos para as crianças. São os nuggets, os hambúrgueres e as salsichas, que muitas vezes entram como substitutos de um bife ou filé. Quase sempre feitos com carne processada, eles não têm as proteínas que muitos pais creem fornecer aos filhos quando os colocam no prato. Para piorar, a maioria dos hambúrgueres é rica em gordura trans. O melhor é se manter fiel à carne tradicional.

Sempre pense em alternativas

Para manter a saúde e o ritmo das atividades cotidianas, é preciso saber que alimentos priorizar. O caso do macarrão instantâneo é um dos mais fáceis. Considerado maléfico por ter muito sódio, muitos conservantes e poucas vitaminas, ele pode dar lugar ao macarrão regular. “O tempo médio de preparo de um macarrão instantâneo é de três minutos, o de um não instantâneo é de oito minutos. São cinco minutos a mais para oferecer um prato saudável ao filho. Vale a pena! E no tempo de cozimento da massa é possível fazer um molho bem gostoso”, sugere Ana Carolina Terrazzan.

O suco em pó ou de caixinha deve ser substituído pelo suco natural da fruta. E se a criança apenas estiver com sede ao longo do dia, precisa beber água. Refrigerantes podem ficar reservados a apenas um dia do fim de semana; se der para evitá-los até neste dia, melhor.

O resultado desse esforço poderá ser visto em todos os aspectos da vida dos filhos. “Mantendo uma boa rotina alimentar, rica em nutrientes, a criança terá mais facilidade no aprendizado, um melhor desenvolvimento do corpo e do sistema imunológico. Os bons hábitos evitam problemas graves de saúde no presente e no futuro”, diz a nutricionista Mariana Fróes.

Fontes: Ana Carolina Terrazzan (nutricionista materno-infantil da Nutrissoma Clínica de Nutrição e mestre em saúde da criança e do adolescente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS), Karoline Basquerote (nutricionista clínica especializada em educação alimentar para crianças) e Mariana Fróes (nutricionista da Clínica de Nutrição Funcional Patricia Davidson Haiat).

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