Projeto “Pink & Blue” começou em 2005 depois que a filha de cinco anos da sul-coreana JeongMee Yoon decidiu usar apenas roupas rosa e só brincar com objetos da mesma cor

Em 2005, a filha de cinco anos da artista sul-coreana JeongMee Yoon decidiu que iria vestir apenas roupas rosa e brincaria só com objetos da mesma cor. Diante da resolução da menina, JeongMee começou a se perguntar se a filha era um caso isolado. A resposta, claramente ilustrada em suas fotos mais tarde, foi negativa.

“Esse fenômeno acontece com crianças de diferentes etnias, independente de sua bagagem cultural. Depois que comecei a produzir as fotos das meninas com seus objetos cor-de-rosa, percebi que o mesmo também valia para os meninos, mas em azul”, explica a artista que retratou crianças americanas e sul-coreanas dentro dos seus quartos, com todos os pertences azuis e rosa. Os ensaios fotográficos que começaram em 2005 - e continuam até hoje - receberam o nome de "The Pink & Blue Project" ("Projeto Rosa & Azul", em português).

Predileção por cores acontece com crianças de diferentes etnias e com bagagem cultura variada
JeongMee Yoon
Predileção por cores acontece com crianças de diferentes etnias e com bagagem cultura variada

Mudanças com o tempo

Interessada pelo tema, JeongMee conta que resolveu saber um pouco mais sobre a origem dessa diferenciação de cores para meninos e meninas. “Antigamente, rosa era uma cor relacionada com o masculino. Em 1914, um jornal americano chegou a aconselhar seus leitores a usar rosa para meninos e azul para meninas. A mudança só veio depois da Segunda Guerra Mundial”, explica.

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JeongMee conta que essa delimitação da sociedade parece mais presente entre as meninas. “Conforme elas vão crescendo, o gosto muda um pouco. Até por volta dos seis ou sete anos, as meninas são bem obcecadas pela cor rosa. Depois dos oito anos, mais ou menos, essa obsessão diminui, mas não acaba. Normalmente, começam a se interessar pelo roxo e depois, mais tarde, muda de novo. Mas o tom permanece ligado ao rosa.”

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