Criar conexão duradoura com crianças e adolescentes ajuda a formar adultos felizes, seguros e equilibrados. Conseguir isso é mais simples e barato do que muitos imaginam

Manter, ao longo da infância e da adolescência dos filhos, a ligação mágica que se experimenta no tempo em que eles são bebês é um dos maiores desejos de mães e pais – ao lado, é claro, da vontade de que eles se tornem adultos felizes, seguros e equilibrados. E os dois objetivos se entrelaçam: trabalhar a proximidade de toda a família é uma das melhores maneiras de ajudar as crianças a amadurecerem com uma boa saúde emocional.

>> Veja, na galeria abaixo, 26 atitudes que aproximam pais e filhos:

A criação de uma conexão duradoura exige carinho, dedicação e planejamento do tempo. “As crianças precisam de atenção e perceber que, mesmo que a convivência diária seja curta, é de qualidade”, afirma a psicóloga Valdeniza Sire. “Uma das necessidades básicas do ser humano é a segurança. Saber-se importante para os pais leva, automaticamente, à conquista da autoconfiança”, complementa.

Dinheiro não é algo relevante na questão da aproximação familiar, como explica a coach parental e educacional Daniela Monteiro: “É importante que os pais parem de se culpar e de dar aos filhos tudo que eles pedem. Crianças ou adultos, eles nunca terão tudo o que desejam, todos se frustram em algum momento. Não é preciso dar um presente a cada ida ao mercado. Atingir o objetivo grandioso de ter filhos maduros, saudáveis e felizes está nos pequenos atos de cada dia”.

Aí entram atividades como acompanhar de perto as lições de casa, bolar programas com a participação de todos (fazer uma receita para o almoço no fim de semana ou montar um quebra-cabeça, por exemplo) e muita conversa. “O diálogo favorece um melhor desempenho no convívio social, inclusive. Os filhos ficam satisfeitos em contar o que lhes acontece, porque sabem que são ouvidos”, diz Valdeniza.

Mas atenção: dialogar não significa tentar um relacionamento de igualdade. “Não se deve abrir mão dos limites”, alerta Maria Ângela Barbato Carneiro, professora titular da Faculdade de Educação da PUC-SP. “É necessário mostrar a importância desses limites para uma convivência harmônica. As crianças compreendem isso desde pequenas, embora os testem. Cabe aos pais dizer ‘não’ e cumprir com a palavra”.

Inspire-se, na galeria acima, com 26 atitudes simples que aproximam pais e filhos na infância e na adolescência. Todos sairão ganhando. “Que nesse caminhar na tarefa de pais, os adultos tenham a disposição de se redescobrir através dos filhos. É possível aprender muito sobre si ao longo do desenvolvimento das crianças”, enfatiza Valdeniza.

Fontes: Daniela Monteiro (psicóloga e pedagoga, coach parental e educacional da Educare   Coaching ), Maria Ângela Barbato Carneiro (professora titular da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP) e Valdeniza Sire (psicóloga licenciada em pedagogia, especialista em desenvolvimento de potencial humano).

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