16 alimentos que as crianças não devem consumir

Por Raquel Paulino - especial para o iG São Paulo

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Risco de engasgo, ausência de valor nutricional e até incompatibilidade com vacinas são alguns motivos para os pais ficarem de olho no que os filhos estão comendo

A introdução de alimentos diferentes do leite materno na dieta do bebê, após os seis meses de idade – até lá, ele deve contar exclusivamente com a amamentação –, requer atenção. Por motivos que vão do risco de engasgo à incompatibilidade com vacinas, alguns ingredientes ou produtos são verdadeiros vilões dos cardápios das crianças. Ao identificá-los (veja lista abaixo), é preciso manter os filhos afastados deles. “Sempre explicamos para os pais que tais alimentos devem ser evitados, e não proibidos, porque a proibição aumenta a vontade do consumo”, aconselha Virgínia Weffort, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Salsicha - grande causadora de engasgos e sufocamento, seja servida inteira ou em rodelas. Foto: Thinkstock/Getty ImagesSalgadinhos industrializados -  o excesso de sódio na composição pode levar a alterações no metabolismo infantil. Foto: Thinkstock/Getty ImagesRefrigerantes - além de não terem valor nutricional nenhum, trazem sódio, gorduras e açúcares em excesso em sua composição . Foto: Thinkstock/Getty ImagesPipoca - o problema é a casca durinha que costuma ficar presa nos dentes dos adultos. Em crianças, pode causar engasgos. Foto: Thinkstock/Getty ImagesPeixes com espinhas – pode levar ao engasgo . Foto: Thinkstock/Getty ImagesMel - pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum, que produz uma toxina causadora do botulismo. Foto: Thinkstock/Getty ImagesAmendoim, castanhas, nozes e demais oleaginosas - podem conter o fungo aflatoxina, que causa danos ao fígado. Foto: Thinkstock/Getty ImagesMaionese – na maioria dos casos, é uma fonte de gordura exclusivamente, sem valor nutricional nenhum. Foto: Thinkstock/Getty ImagesMacarrão instantâneo - com excesso de sódio em sua composição, pode produzir alterações no metabolismo infantil. Foto: Thinkstock/Getty ImagesFrutos do mar - até o primeiro ano, podem causar reações cutâneas semelhantes a alergias nas crianças. Foto: Thinkstock/Getty ImagesClara do ovo - pode desenvolver alergia no organismo infantil, o que cria um problema enorme em relação à vacinação. Foto: Thinkstock/Getty ImagesBolos prontos com recheio ou cobertura - ricos em gorduras trans e/ou saturadas e em açúcares, não acrescentam na nutrição infantil. Foto: Thinkstock/Getty ImagesBolachas com recheio - ricas em gorduras, açúcares e sódio, não têm valor nutricional. Foto: Thinkstock/Getty ImagesBalas - não têm valor nutricional e, em muitos casos, são açúcar puro, podendo causar obesidade e cáries dentárias. Foto: Thinkstock/Getty ImagesAzeitonas com caroço - podem causar engasgos e sufocamento. Evite até os quatro anos de idade. Foto: Thinkstock/Getty ImagesSucos industrializados (em pó ou em caixinha) - são néctares ultraprocessados e têm valor nutricional praticamente nulo. Foto: Thinkstock/Getty Images

Mesmo no caso dos liberados, como carnes brancas (aves em geral e peixes sem espinha), há que se tomar cuidado no preparo. “Alimentos mal cozidos podem causar intoxicação alimentar. Tenha a certeza de que a parte interna das carnes esteja bem cozida antes de servi-las às crianças”, alerta Elisa Maria de Aquino Lacerda, professora adjunta de nutrição materno-infantil do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Além disso, estimular o hábito de comer bem e de se manter afastado daquilo que é pouco relevante para a saúde é um legado que os pequenos carregarão por toda a vida, como afirma Isa Maria de Gouvêia Jorge, nutricionista da Divisão de Creches da Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo: “Os alimentos que a criança come até os quatro anos são determinantes para seu padrão alimentar adulto.”

As três especialistas apontam os principais alimentos a serem evitados, o motivo da restrição e a partir de que idade a criança pode começar a consumi-los. Confira:

Amendoim, castanhas, nozes e demais oleaginosas
Podem conter o fungo aflatoxina, que causa danos ao fígado. Além disso, há o risco de causar engasgos e sufocamento, devido ao tamanho e ao formato. Não deixe a criança comer até os quatro anos de idade.

Azeitonas com caroço
Podem causar engasgos e sufocamento. Evite até os quatro anos de idade.

Balas
Não têm valor nutricional e, em muitos casos, são açúcar puro, podendo causar obesidade e cáries dentárias. Também podem causar engasgos sérios e sufocamentos. O consumo deve ser evitado até os dois anos. Depois disso, permitir o acesso com moderação.

Bolachas com recheio
Ricas em gorduras, açúcares e sódio, não têm quantidade relevante de vitaminas e minerais – ou seja, não têm valor nutricional. Até o primeiro aniversário, a criança não deve ter contato com elas.

Bolos prontos com recheio ou cobertura
Ricos em gorduras trans e/ou saturadas e em açúcares, não acrescentam na nutrição infantil. Evite que a criança coma até completar um ano.

Clara do ovo
Pode desenvolver alergia no organismo infantil, o que cria um problema enorme em relação à vacinação, já que muitas vacinas têm em sua composição a clara do ovo (sob o nome “albumina”). Não dê ao seu filho até ele ter tomado todas as vacinas indicadas pelo pediatra.

Frutos do mar
Até o primeiro ano, podem causar reações cutâneas semelhantes a alergias nas crianças. Evite, portanto, nos 12 primeiros meses de vida de seu filho.

Macarrão instantâneo
Com excesso de sódio em sua composição, pode produzir alterações no metabolismo infantil. Os pais devem evitar servi-lo para as crianças durante o primeiro ano.

Maionese
Na maioria dos casos, é uma fonte de gordura exclusivamente, sem valor nutricional nenhum. Deve ser evitada até o segundo ano de vida da criança, com consumo moderado depois disso.

Mel
Pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum, que produz uma toxina causadora do botulismo (doença que causa paralisia no tronco, braços, pernas e sistema respiratório). O organismo humano só desenvolve uma barreira contra ela na flora intestinal depois que a criança completa um ano de idade. Logo, não dê mel para seu filho até o primeiro aniversário.

Peixes com espinhas
Por mais cuidado que os pais tenham ao tirar as espinhas antes de colocar o peixe no prato da criança, alguma parte pode sobrar e levar ao engasgo e até ao sufocamento infantil. Não deve estar no cardápio até os quatro anos.

Pipoca
O problema é a casca durinha que costuma ficar presa nos dentes dos adultos. Em crianças, pode causar engasgos sérios. Os pequenos não devem comer pipoca até os quatro anos.

Refrigerantes
Além de não terem valor nutricional nenhum, trazem sódio, gorduras e açúcares em excesso em sua composição. Podem causar obesidade e cáries dentárias. Evite até a criança completar dois anos. Depois disso, permita o consumo com moderação.

Salgadinhos industrializados
O excesso de sódio na composição pode levar a alterações no metabolismo infantil. Também têm mais gorduras do que o recomendado para a dieta das crianças. Dependendo do formato, podem fazer a criança engasgar. Evite até os dois anos.

Salsicha
Além de ser um embutido e ter conservantes demais, o que não é saudável para o organismo sensível das crianças, é uma grande causadora de engasgos e sufocamento, seja servida inteira ou em rodelas. Evite até os quatro anos de idade.

Sucos industrializados (em pó ou em caixinha)
São néctares ultraprocessados e têm valor nutricional praticamente nulo. Até o terceiro ano da criança, opte pelos sucos naturais.

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