Segundo estudo, probabilidade de mãe morrer triplica nos dois anos posteriores à morte de seu filho em comparação com as mães cujos filhos sobrevivem

NYT

Mesmo depois de dois anos risco de morte permanece elevado para mães que perderam o filho
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Mesmo depois de dois anos risco de morte permanece elevado para mães que perderam o filho

Uma nova análise descobriu que o risco de morte aumenta de forma significativa para as mães nos anos que se seguem à morte de um filho. Os pesquisadores rastrearam dados do censo americano sobre 69.224 mães, com idades entre 20 e 50 anos, durante 9 anos. A taxa de mortalidade do grupo como um todo foi baixa, aproximadamente de 1,2%.

Contudo, a probabilidade de a mãe morrer triplicava nos dois anos posteriores à morte de seu filho em comparação com as mães cujos filhos sobreviveram. Essa diferença diminuía após dois anos, mas continuava 22% maior para as mães em luto.

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Outros fatores – como idade da mãe no momento da morte, renda familiar, histórico profissional, raça e educação – tiveram pouco efeito sobre o aumento da taxa de mortalidade.

Os autores reconhecem que o estudo possui limitações significativas, incluindo a amostra relativamente pequena de 485 óbitos de crianças, a possibilidade de um filho ter falecido antes do início da pesquisa, a incapacidade de considerar as doenças genéticas, entre outros pontos fracos.

Contudo, o professor de economia da Universidade Notre Dame e um dos autores do estudo, William N. Evans, afirmou: "a semelhança das descobertas, independentemente de renda, escolaridade, estado civil e sexo do filho, faz com que acreditemos que existe uma relação causal".

O estudo foi publicado mês passado, no periódico Economics & Human Biology.

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