Conhecer a rotina da profissional e participar do período de adaptação são algumas das medidas que os pais devem tomar para garantir que estão escolhendo a pessoa certa

São muitos os pais que, por não poderem estar perto dos filhos em tempo integral, precisam contratar uma babá para ajudar nos cuidados com os pequenos. Diante desta necessidade, o grande desafio é encontrar uma profissional que atenda às expectativas dos pais.

Os pais devem reparar se a babá é segura no desempenho das suas tarefas e se é uma pessoa paciente e carinhosa
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Os pais devem reparar se a babá é segura no desempenho das suas tarefas e se é uma pessoa paciente e carinhosa








A psicóloga Ângela Clara Correa, diretora técnica da Unire Desenvolvimento Humano, empresa que ministra cursos de qualificação profissional nos segmentos infantil e doméstico, afirma que não dá para saber muito sobre uma pessoa logo de cara ou pelo discurso que ela utiliza. Assim como também não dá para apenas “sentir” que aquela pessoa é a ideal, usando a intuição como método de escolha. “É perigoso basear-se nestes elementos para escolher uma babá.” Alguns cuidados ajudam na escolha da profissional que vai cuidar do seu filho.

Tenha referências

Contratar uma babá por anúncio de jornal está fora de cogitação, segundo os especialistas. Os caminhos mais indicados são através de uma indicação ou com o auxílio de empresas de colocação profissional.

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Se a contratação for feita por indicação, Ângela ressalta que não só o bom relacionamento que a babá tinha com os empregadores anteriores deve ser considerado. A postura profissional da candidata também conta. A diretora aponta um rigoroso processo de seleção como diferencial das empresas de colocação profissional.

Segundo a terapeuta familiar Maria Cláudia de Alvarenga Costa, coordenadora do curso Baby Brinque, a escolha do método de contratação dependerá da cultura e das prioridades dos pais.

Repare na postura da babá

Ao entrevistar uma babá, perceba se ela tem postura profissional e saiba que aparência é diferente de apresentação. De acordo com Ana Patrícia Leitão, sócia e diretora da empresa Anjo Querubim, a babá que se apresenta de maneira profissional ganha pontos.

E é importante notar também se ela cuida de si mesma. “Se ela não cuida bem de si mesma provavelmente não cuidará bem das crianças”, afirma a psicóloga Solange Wertman, idealizadora do Projeto Babá e Bebê, que oferece curso de capacitação para babás.

O nível de escolaridade da babá também é importante. Ela vai participar da educação da criança
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O nível de escolaridade da babá também é importante. Ela vai participar da educação da criança

“Maternagem”

A principal característica que a babá precisa ter é a “maternagem”, que nada mais é do que um desejo imenso, até mesmo instintivo, de proteger a criança. “Não há curso que mude ou crie isso. Ou você tem ou não tem”, diz Ângela.

Os pais devem reparar se a babá é segura no desempenho das suas tarefas e se é uma pessoa paciente e carinhosa. “Observe, durante a entrevista, se a candidata sorri quando fala de crianças, se fala com carinho, se sente saudade daquelas que já cuidou e se ainda tem contato. Estes são indicativos muito positivos”, ensina.

O nível de escolaridade da candidata também é importante. Ana Patrícia lembra que a babá participará da educação da criança e é fundamental que a profissional compreenda isso.

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Conheça hábitos diários

Ângela Clara Corrêa propõe aos pais que procurarem saber com quem a babá mora e o que gosta de fazer durante as folgas, por exemplo. Questione também sobre as expectativas dela quanto à proposta de trabalho e o que mais gosta e menos gosta da função que exerce.

De acordo com Maria Cláudia, a babá precisa estar de bem com a vida e sabendo um pouco da rotina dela é possível enxergar situações possivelmente problemáticas.

Esteja por perto durante a adaptação

Durante o período de adaptação um dos responsáveis pela criança precisa acompanhar e orientar a babá escolhida. Será possível perceber boa vontade, temperamento e comprometimento dela com o trabalho, além de ser um bom momento para formar vínculos.

Ana Patrícia afirma que o uso de recursos eletrônicos, como câmeras de vigilância, pode ser considerado, principalmente para as mães mais desconfiadas. “Infelizmente temos que desconfiar, mesmo se as candidatas vierem por agências. É importante estar ciente de tudo”, diz.

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