Empresárias norte-americanas contam como cuidam de empresas nascentes ao mesmo tempo em que criam os filhos pequenos

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Divya Gugnani, da Send the Trend, segura o filho de três meses no escritório de sua empresa, em Nova York
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Divya Gugnani, da Send the Trend, segura o filho de três meses no escritório de sua empresa, em Nova York

Jennifer Fleiss, 28, cofundadora da Rent the Runway , empresa de aluguel de vestidos e acessórios online (em inglês), Carley Roney, 43, cofundadora do Grupo XO, uma empresa de mídia de capital aberto, e Divya Gugnani, fundadora e chefe-executiva do Send the Trend , site de comércio eletrônico de acessórios e itens de beleza (também em inglês), não estão sozinhas na busca de caminhos para começar uma empresa ao mesmo tempo em que cuidam de crianças pequenas.

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Jessica Herrin, 39 anos, tem duas filhas e é fundadora e chefe-executiva da Stella & Dot, uma empresa de vendas baseada em São Francisco, que gera mais de 100 milhões de dólares em receita por ano.

Ela se aproximou de alguns investidores individuais que haviam apoiado a sua empresa anterior, a WeddingChannel.com, e arrecadou 350 mil dólares. A WeddingChannel foi adquirida pelo Grupo XO em 2006.

Antes de aceitar um cheque, Jessica diz ter sido clara com Doug Mackenzie, seu investidor. “Essa empresa vai ter um ritmo mais lento de crescimento inicial porque eu quero fazer aula de natação com minha filha toda sexta-feira à tarde”, avisou.

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Alexandra Wilkis Wilson, 35, é cofundadora do Grupo Gilt, um site de compras. Em 2010, dois anos e meio depois de começar a empresa, Wilson teve seu primeiro filho, um menino. Seu cofundador, Alexis Maybank, 37, tem dois filhos, um nascido em fevereiro deste ano e outra em setembro de 2010.

Alexandra também é chefe de vendas nacionais do site Gilt City e diz ser possível ter filhos e comandar uma startup ao mesmo tempo, mas saber o momento correto faz a diferença.
“Em 2007, quando tínhamos oito funcionários, teria sido difícil conciliar filhos com o ritmo que eu estava trabalhando.” Agora, a empresa tem 900 funcionários e é possível delegar mais responsabilidades, diz ela.

As mulheres dizem que é preciso ter uma rede de apoio incluindo babás , sogros, amigos e cônjuges que as apoiem para fazer tudo funcionar. Morar bem perto do escritório também ajuda. Jennifer, muitas vezes, faz visitas rápidas em casa durante o dia.

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E não tem como dormir até mais tarde. O dia de Jessica começa entre quatro e cinco da manhã. Ela trabalha até seis e meia, sai para correr um pouco e retorna para tomar café da manhã com as filhas e mandá-las para a escola . A partir das nove até as seis da tarde é uma mistura de reuniões, sessões via Skype e definições estratégicas. Ela está em casa por volta das seis e meia para jantar com sua família.

O marido de Jessica, Chad, é vice-presidente de uma empresa de software e ajuda bastante. Ele faz o café da manhã e, muitas vezes, acompanha as meninas até a escola.

“Ele geralmente já ajudou o mais velho com o dever de casa quando volto do trabalho”, diz ela. Além disso, o marido de Herrin pega cada filha na escola pelo menos uma vez por semana e assiste às aulas de balé das meninas.

Jennifer levanta às seis e meia para alimentar Daniella. Depois, sai para correr. “Eu corro mais rápido agora que tenho menos tempo porque tento percorrer a mesma quilometragem que fazia antes”, diz.

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Ela chega ao escritório por volta das nove horas para reuniões. No final da manhã, sua babá traz Daniella para o escritório para uma rápida visita. Reuniões e chamadas enchem o resto do dia. E de três em três horas ela bombeia leite materno.

Ajuda externa é essencial. Carley diz: “eu mal tenho tempo para passar batom. Felizmente o meu assistente enche meu armário do trabalho com maquiagem e vestidos para eu tentar parecer apresentável nas reuniões potenciais e programas de TV que podem aparecer nesse dia.”

“Eu não posso dizer que recomendaria essa vida para uma nova mãe", diz. Tenha em mente que “ter um recém-nascido é um tempo precioso, que passa muito rápido.”

Olhando para o futuro, os investidores podem se ver em desvantagem se não investir em empresas dirigidas por mulheres, incluindo aquelas com as crianças. Isso porque “as mulheres vão ser uma grande força no desenvolvimento da internet e empresas de telefonia móvel”, diz Aileen Lee, sócia da Kleiner Perkins Caufield & Byers, uma empresa de capital de risco.

“As mulheres vão ganhar espaço com as melhores ideias para as mulheres – que hoje são as pessoas que impulsionam a nossa economia", conclui Carley Roney.

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