Interagir, escolher o brinquedo adequado e estabelecer horário para brincadeira são algumas recomendações

Algumas experiências são indispensáveis ao desenvolvimento infantil pleno, principalmente durante os dois primeiros anos de vida da criança. Uma delas é o brincar, que promove a saúde dos filhos em uma fase de mudanças comportamentais intensas.

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Além de influenciar o modo como as crianças se relacionam com as pessoas ao seu redor, brincar também afeta o funcionamento e a arquitetura cerebral infantil. Mas os pais ainda cometem alguns erros comuns quando o assunto é brincadeira.

A especialista em desenvolvimento infantil Teresa Ruas falou sobre alguns destes equívocos durante workshop promovido pela Fisher-Price na semana passada. Veja quais são os deslizes mais comuns na hora dos pais brincarem com os filhos e aprenda a contorná-los.

Pais não devem corrigir tanto os filhos enquanto brincam juntos
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Pais não devem corrigir tanto os filhos enquanto brincam juntos

Não interagir com a criança

Pais que trabalham fora de casa sofrem com o dilema da falta de tempo para se dedicar aos filhos. Mas a qualidade da interação entre crianças e adultos é mais importante que o número de horas de atividades.

“Não basta deixar a criança com um brinquedo o dia inteiro e ficar ao lado, observando. Os pais potencializam aquele objeto e estimulam os filhos”, observa Teresa. Reservar um período do dia para brincar junto à criança é ideal.

Sempre corrigir a criança no meio da brincadeira

As crianças precisam de um momento para expressar sua criatividade sem imposições e correções constantes dos adultos. Esse é o momento do brincar livre, em oposição ao “brincar dirigido”, quando há regras para a brincadeira. “É importante unir esses dois momentos”, acrescenta a especialista.

Escolher o brinquedo errado para a fase da criança

O brinquedo ideal é aquele que fornece estímulos adequados à idade da criança, desenvolvendo as habilidades específicas daquela fase. Portanto, é necessário não só conferir a indicação etária do produto, mas também observar como seu filho interage com o brinquedo.

“O brinquedo deve ser visto como uma ferramenta para o divertimento e desenvolvimento da criança, para ser usado de inúmeras formas”, resume Teresa.  Leia também: o brinquedo certo para cada idade

Detetive e outras brincadeiras para fazer com os filhos: escolha a ideal no Especial 100 Brincadeiras
Mariana Newlands
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Encher a agenda da criança com atividades extracurriculares

Balé, natação, aulas de idiomas... Às vezes, a agenda de atividades das crianças é tão cheia que sobra pouco tempo para o brincar livre, descompromissado.

“A falta de atividades mais lúdicas pode fazer com que a criança tenha dificuldades para se relacionar no futuro”, alerta Teresa Ruas. Permita que a criança brinque do que sentir vontade em alguns períodos do dia.

Não estabelecer “horários de brincar” na rotina da criança

Os limites  devem estar presentes na vida da criança desde os primeiros anos. Uma maneira de organizar o dia-a-dia é estabelecer horários , como o de brincar, estudar, tomar banho, jantar, entre outras atividades.

Após um longo dia de atividades e brincadeiras, a criança precisa entender que é preciso descansar e se adaptar à rotina.

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