Associação avalia oito marcas de cadeirinhas para crianças de 9 a 18 kg e detecta falhas em teste de impacto frontal

Mesmo com falhas, crianças estão mais seguras dentro das cadeirinhas do que fora delas
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Mesmo com falhas, crianças estão mais seguras dentro das cadeirinhas do que fora delas
A PROTESTE Associação de Consumidores testou oito marcas de cadeirinhas para crianças de 9 a18 kg, que possuem certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), e comprovou que durante a colisão frontal alguns equipamentos se deslocaram do banco. Esse movimento pode causar danos às crianças.

Foram simulados impactos frontais a 64 km/h e laterais a 28 km/h. A cadeirinha da marca Chicco foi considerada a melhor no teste. Já a marca Lenox permitiu o deslocamento da criança.

Além da cadeirinha Chicco Key 12x-Plus e da Lenox Kinder, foram testadas a Maxi Cosi Priori SPS, Peg Perego Viaggio Uno, Infanti Savile Plus, Galzerano Orion Master 8110, Voyage Cadeira para Auto e Hercules Voyage. 

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Na avaliação de colisão lateral, a Maxi Cosi protegeu bem a cabeça da criança. Já a Infanti permitiu contato da cabeça da criança com a estrutura da porta. Os resultados do teste foram divulgados nesta segunda-feira (28).

Manual de instruções    

Outro problema observado pela PROTESTE é o manual de instruções. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que os manuais devem estar em língua portuguesa. As marcas Chicco e Maxi Cosi trazem informações em português de Portugal em seus manuais de instruções.

A cadeirinha da marca Chicco foi considerada a melhor opção de compra pela Associação. Além de não ter sido reprovada no teste de colisão frontal, seria a mais confortável para as crianças.

A PROTESTE enviou os resultados do teste ao Inmetro pedindo um regulamento mais rigoroso para a certificação dos equipamentos.

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Obrigatório

O uso das cadeirinhas por crianças de 1 a 4 anos, pesando de 9 a18 kg, é obrigatório desde junho de 2010. Apesar das falhas detectadas nos testes conduzidos pela PROTESTE, a Associação ressalta que a criança está mais protegida quando utiliza a cadeirinha do que quando a dispensa.  

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